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Archive for July, 2007

Semear o futuro

A ONG Global Crop Diversity Trust com o apoio do governo está construíndo na ilha norueguesa de Spitsbergen um abrigo subterrâneo, para preservação de sementes do mundo todo. Uma garantia caso alguma espécie entre em extinção, por guerra ou outros desastres.

A inauguração está prevista para março de 2008, olhem as fotos aqui, são impressionantes.

Crédito da imagem: Mari Tefre

Se essa rua fosse minha (parte I)

Agora quem colocar cone ou “proibir” de parar na rua, aparece aqui. Pode me chamar de chato, mas ao invés de bater boca com manobrista eu quero que pegue mal pro estabelecimento. A lei proíbe, a rua é pública, mas tente parar na frente de um restaurante para ver a dor de cabeça. Tirei essas duas fotos nesse domingo, uma no PiraGrill e outro no Bossa Nueva (ambos na Vila Madalena).

Não gostou também, manda um email pra eles: pira@piratiningabar.com.br e info@bossanueva.com.br

Ushuaia de carro no inverno (Patagonia)

Estou indo viajar nessa quarta-feira para o extremo sul do continente - o Ushuaia - visitar as geleiras antes que acabem. Já seria uma aventura por si só indo de carro (15.000 km), mas para melhorar vou no inverno. A viagem deve ser muito legal, todo mundo que foi adorou. Não prometo, mas vou tentar postar alguma coisa interessante de lá.

UPDATE: depois de alguns pedidos sobre mais informações, resolvi colocar um pequeno relato do que foi a viagem até o Ushuaia. Aí vai, qualquer coisa perguntem:

Quando eu fui lá pro Ushuaia, consegui de um cara uma planilha com distâncias, gastos e etc… Acabei fazendo diferente e pra mim não serviu tanto, mas é bom levar por vias das dúvidas (quem quiser me pede).

Sai de SP cedinho com um amigo meu e fomos direto pra Porto Alegre pela BR 116. É o pior trecho da viagem com certeza. Além de cansativo, perigoso, é demorado pela quantidade caminhões, desvios e obras.  Chegamos a noite bem cansados.
De lá, fomos até Montevidéu por Chuy. Um dia de viagem bem tranquila. As estradas no Uruguay são ótimas. Dormimos em Montevidéu que é uma cidade bem legal. No dia seguinte fomos pra Colonia (outra cidade bem legal de visitar) e compramos uma passagem de ferryboat pra Buenos Aires. É carinha mas compensa.
Encontramos a minha esposa que foi de avião pra lá e dormimos em Buenos Aires. A cidade é legal pra caramba, mas como dá pra conhecer num feriado pegando avião, deixamos pra depois e partimos no dia seguinte para os andes.
Dormimos em Neuquén. Uma cidade no pé dos andes, e para a nossa surpresa a cidade estava lotada (era sexta-feira) e quase não conseguimos hotel pra dormir. As pessoas vão e dormem lá pra continuar viagem pra estações de esqui.
Depois disso, fomos até San Martin de Los Andes, onde ficamos uma semana numa casa alugada e esquiando. O lugar é bem legal, seria como Bariloche há 20 anos atrás.
Comprei correntes para os pneus (se tiver nevando muito vc vai precisar). Acabei usando-as a primeira vez saíndo de San Martin em direção a Bariloche pela Ruta dos 7 lagos. Uma estrada linda que passa no meio do parque. Tudo cheio de neve nessa época, lagos congelados e quase nenhuma alma viva no caminho. (carros normais não recomendo, a gente estava com uma Defender).
A essa altura meu amigo voltou pra SP e eu continuei com minha mulher. Encontramos meus pais lá em Vila Angostura (cidade charmosinha ali perto) e continuamos até uma cidadezinha pequena perto de Esquel (nada demais).
Dali vc tem duas opções, ou vai contornando a cordilheira ou pela costa. Pela costa a viagem é monótona (foi o que eu fiz na volta), e pela cordilheira é mil vezes mais interessante, só que muitos pedaços não são estradas de asfalto (mesmo assim a estrada é boa, de rípio).
Dali dormimos em Bajos Caracoles (um povoado com um hotel que não via turistas há semanas) pra ver as Cueva de las manos. Essa parte depende do seu interesse. Meus pais não acharam nada demais. Eu gostei.
De qualquer jeito as paisagens nessa parte da viagem são muito lindas.
Depois disso fomos pra El Calafate. Uma cidade bem legal. Dormimos no albergue lá que é bem bacana.
A cidade tem um monte de coisas pra se ver.
É obrigatório os glaciares de barco e o Glaciar Perito Moreno a pé.
Ainda tem uma porção de outras coisas na região…

Depois de alguns dias ali, fomos pra Torres del Paine. Antes dormimos em Puerto Natales pq estava de noite. A cidade é legalzinha. O parque Torres del paine foi sensacional. Por ser fora de temporada o hotel que fica dentro do parque é mais acessível $$. Se vc puder gastar um pouquinho vale a pena. A gente foi, ficou uns dois, três dias lá, nevou pra caramba e foi muito legal. Vc vê raposas, águias, guanácos, coelhos… soltos pelo parque. A paisagem é show. Só não deu para subir lá nas Torres por causa da neve. Fizemos alguns passeios perto mas que foram bem legais.

Minha mulher voltou pra SP e continuei com meus pais até Punta Arenas. Achei que fosse encontrar pinguins mas nessa época do ano eles não estão no sul. Vimos uns leões marinhos (mal sabia que depois iria ver muito mais) e visitamos um forte na cidade. Fora isso não me lembro de nada muito especial na cidade. É bonitinha, mas ok.

A estrada depois daí piora quando se atravessa o estreito para o Ushuaia até a fronteira com a Argentina (prepare-se, vc vai entrar e sair várias vezes de país). A parte Argentina já é boa. Só tome cuidado na serrinha quase no Ushuaia. Essa época do ano ela fica com bastante gelo e eu dei uma bobeada, rodei com o carro (que é 4×4 full time). Não aconteceu nada por sorte, mas foi punk.

A cidade do Ushuaia em si é bem sem graça. Os passeios são legais. Tem uma estação de ski legalzinha que eu fui uns 3 dias. Outras nem tanto. Tem um passeio de trenó que parece ser legal (eu não fiz). Patinei no gelo num lago congelado e fizemos uns passeios de barco. Tem o parque que é muito legal. E tem outros passeios que eu não lembro.

Meus pais voltaram de avião e eu acabei voltando de lá dirigindo sozinho. A volta foi meio punk. Eu tinha combinado de encontrar minha mulher em Foz do Iguaçu dali a 6 dias, e isso me colocava num prazo apertado.

A volta como já falei, foi pela costa. A estrada é uma reta sem fim. Venta pra caramba e nem dá pra correr por conta disso. A estrada na maior parte é muito boa. Só que, vira e mexe, pedrinhas batem no seu vidro. Algumas trincam o seu vidro. No meu caso, várias. Até que uma grande bateu e quase furou o vidro. Por pouco não fiquei sem vidro. Mas aguentou até chegar em SP pra trocar. (ao passar por outros carros reduza a velocidade, custou pra eu aprender).

Dormi em Rio Gallegos. E depois fui para Puerto Madryn, essa é obrigatório. Ali fica a Península Valdez. Nessa época esta cheio de baleias, e vc consegue vê-las há uns 3 metros de distância na praia mesmo. Mas o ideal é fazer um passeio de barco. Eu adorei. Acho que dá até pra mergulhar com elas, mas eu não tinha curso. Além disso, ainda tem leões marinhos e elefantes marinhos aos montes.

Depois de lá, dormi em Bahia Blanca, nada demais. Depois Santa Fe, idem. E cheguei em Foz. de lá vc já deve conhecer.

Não voltei por Uruguaiana pq já peguei esse trecho Porto Alegre-Uruguaiana qdo fui para Atacama e achei horrível. Cheio de caminhões e buracos.

A viagem é sensacional, recomendo.

abs
Daniel

Um post sobre postes (parte I)

Eu ando muito a pé e de bicicleta em SP, e nem precisa andar tanto assim para ver a quantidade de postes absurda que a cidade tem. Em alguns casos, é um mal necessário. Mas não é pra tanto. Além de deixarem as ruas mais feias, atrapalham o pedestre. Isso sem falar nos deficientes que nem cogitam mais utilizar a calçada.

A partir de agora vou sair sempre com a minha câmera e selecionar algumas fotos do problema. Se vc tiver alguma, me manda que eu coloco aqui.

Onde deficientes não passam: Rua Vupabussu e Av. Pedroso

Um poste por casa: Rua Cunha Gago

Onde o céu nasce quadrado: Av. Pedroso

Postes que poderiam ser um: Rua dos Coropés e Av. Faria Lima

E até agora uma das melhores é essa que eu coloquei em destaque - Av. Faria Lima com Av. JK - reparem na”ilha” central, 9 postes em 4 m2, praticamente um recorde.
.

UPDATE

O leitor Rodrigo Bin manda seu flagrante de calçada intransponível, direto da esquina da Gomes de Carvalho com a rua Alvorada, na Vila Olimpia (clique aqui para ver a foto)

Bem-vinda Dora Guerreiro

A Dorinha é estilista, trabalha na Zara (faz as roupas de criança daqui do Brasil) e é super engajada com o terceiro setor. Ela estava na Espanha até essa última semana e a partir de agora, além da Zara vai começar a postar aqui com a gente, no UpdatersÁrea3. Mais uma pessoa para ajudar a encontrar o mais legal do que estão fazendo por aí, bem-vinda Dorinha.

Dá pra reciclar um Hummer?

Will.I.am (eu não escrevi errado é isso mesmo) do Black Eyed Peas disse - no Live Earth (em Londres, 07/07) - que ia destruir o seu carro que é super poluente: o Hummer.

Nessa matéria, ele admitiu que acabou falando aquilo mais pela emoção do show. Segundo o empresário, ele vai destruir e depois reciclar.

Eu sinceramente não sei o que é pior. O cara pensar que destruíndo faz um grande bem para humanidade, ou se é o tom sarcástico do empresário.

A última página da Jane Magazine

O título do post bem que poderia ser “Eva Mendes tira a roupa por caridade”. A revista Jane está virando a sua última página (em outras palavras: encerrando as atividades, -mais aqui) e pra fechar com chave de ouro resolveu fazer na última edição fotos com a Eva Mendes, Joss Stone, Milla Jojovich (grávida), Serena Williams…tirando a roupa para arrecadar fundos para a ONG Clothes off our Back. Essa é uma ONG que tem como principal atividade, leilões de pertences das celebridades pra ajudar crianças carentes. O leilão começou dia 23 de julho, clica lá e dá uma espiada.

Virgin Festival - Mais um usando a fórmula do bem

Sim, trata-se de outro festival de música como o Live Earth. Inclusive com as mesmas duas bandas que se apresentaram em NY encabeçando a lista: The Smashing Pumpkins e The Police. (Além deles: 311, Ben Harper, Beastie Boys, Incubus, Amy Winehouse e Wu Tang Clan).

Tenho que admitir que os caras sabem fazer o marketing direitinho. Olha o que eles prometem pro show:

BYOB (bring your own empty): traga sua garrafa de água vazia e reabasteça durante o festival e ajude a economizar milhares de garrafas.

Compostos: todo o lixo alimentar vai virar adubo para fazendas nas redondezas.

Tree-Free: todos os produtos de papéis serão de papel reciclado, até os toaletes (as árvores virgens agradecem).

Além disso, a energia utilizada vai ser biodiesel e solar. Vão incentivar o transporte público e os pratos/utensílios serão bio-degradáveis. E mais, você ainda pode ganhar o ingresso de graça se quiser trabalhar no show (principalmente como lixeiros).

Bom, eu sou daqueles que qualquer ajuda vale. E se você ficou vontade corre porque o show é nos dias 4 e 5 de agosto em Baltimore, saiba mais aqui.

O coco que liga para o Aeroporto

tripwire-thumb.jpgCalma, eu explico.

Idéia de Tad Hirsch, um pesquisador do MIT, que gosta de dizer que seu trabalho acontece na interseção entre arte, ativismo e tecnologia. E eu, ignorante que sou, nem sabia que essas 3 coisas tinham uma interseção.

Em 2006, Hirsch fez uma instalação (tripwire) para chamar a atenção para a relação entre o aeroporto Internacional de San Jose (CA) e seu entorno.

Como?

Espalhou por várias árvores da região uma espécie de “coco” falso. Dentro, uma traquitana que envolvia um celular e um sensor de som que, ao detectar um som acima do limite permitido para região (leia-se aviões passando), automaticamente fazia uma ligação para o aeroporto, infernizando a vida das autoridades aeroportuárias que já não aguentavam mais receber ligações de cocos.

O coco, presumo, era para que os aparelhos não fossem facilmente localizados.

Agora eu entendi a interseção. Genial.

CGH não. Por que participar?

Muita gente a favor, mas como não podia deixar de ser, alguns contra. Se você é a favor, divulgue. Se é contra, vale lembrar que essa campanha tem três objetivos:

1. Desmotivar o público a voar por Congonhas até que estejam claramente definidos os riscos que o aeroporto apresenta. Não é necessário “fechar Congonhas” imediatamente. Mas reduzir o tráfego enquanto se avaliam os riscos após o acidente.

2. Incentivar as autoridades a pensar numa alternativa para Congonhas. Um aeroporto leva cerca de 8 anos para ser construído. Em 8 anos a situação só vai piorar e até agora nenhuma atitude foi tomada para a construção de um novo aeroporto.

3. Evidentemente que o chamado “Apagão Aéreo” é muito mais grave do que Congonhas. Mas Congonhas representa um risco iminente e está ao nosso alcance mudar. Quantas vezes você ouviu dizer que “os argentinos fazem panelaços e a gente não?”. Pois bem, está na hora de batermos essa panela.

Se nada disso convenceu você, leia o depoimento de um piloto, comentando o CGH NÃO, no IG:

Sou piloto de linha aérea desde 1991 e sempre operei jatos comerciais em Congonhas , eu e todos que conheço temos histórias de sustos no aeroporto. Não basta diminuir o tráfego ; o problema não é a quantidade de aviões mas o tamanho deles. São aviões que pesam entre 50 e 60 toneladas e pousam com velocidades de até 140 nós (260 kms). Mesmo que se opere com apenas 1 vôo por dia o perigo ainda existirá. Congonhas deve ficar com a aviação executiva e com turbohélices de grande porte que transportam hj mais de 110 passageiros e operam com uma grande margem de segurança nas condições de Congonhas. Até agora só assisti na televisão teóricos e pessoas do governo que ficam sentadas em escritórios darem suas opiniões. Porque nenhum dos pilotos da TAM , GOL , Varig , BRA ou Ocean Air foram consultados sobre o problema ? Pelo bem de todos espero que o problema se resolva logo.

Post do Neto direto do UpdateorDie.

Dois filmes muito bons

Os dois ganharam Cannes esse ano (um ouro e o outro foi prata) e são para o mesmo cliente, a Anistia Internacional - que promove a defesa dos direitos humanos em todo o mundo. Quem não conhece vale a pena conferir, e depois entra no site deles.

Conta de luz nunca mais

Sua conta de luz agora pode ir pro espaço. Lançaram na California o primeiro condomínio abastecido totalmente por energia solar. No Solara, são 56 apartamentos, com escritórios, área para lazer, lojas e transporte público e mais, não foi feito só para pessoas endinheiradas. Foi uma comunidade de trabalhadores que desenvolveu o projeto das eco-casas com um preço acessível. Aproveita que o dólar está baixo, e dá uma olhadinha no site.

Do jeito que você veio ao mundo

Já pensou em posar nu? Nem se fosse para uma campanha do Greenpeace fotografada pelo fotografo Spencer Tunick*? Pense bem porque um grupo suiço do Greenpeace está recrutando centenas de voluntário para mostrarem suas cutis e chamar atenção para o aquecimento global.Eu ando com tanto frio nesses últimos dias que sofro até para tomar banho, mas se você estiver afim vai lá.

*Tunick é conhecido mundialmente por suas fotos de pessoas nuas. Seu último ensaio foi mês passado e contou com a presença de 2000 voluntários em Amsterdã;

O quarto maior rio do mundo

Dois anos depois de ficar pronta, a maior represa do mundo (no rio Yangtze, na China) já causa mudanças climáticas significativas na região.

Os ciclos das chuvas sofreu alterações e por consequência a vegetação da região em volta.

Ao lado, uma imagem do satélite da NASA.

A matéria na íntegra aqui.

Um Mini ecológico, um grande avanço

miniSim, agora você pode ter o seu Mini Cooper elétrico. A BMW depois de 2 anos de pesquisa, começou a produzir o carro em larga escala.

Ele faz 193km com uma carga, anda a mais de 128km por hora e o mais legal não polui nada.

Mais informações aqui. (tem também esse vídeo da Forbes). Ou vai direto no site deles e encomenda o seu.



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