Arquivo para March, 2008

Uma árvore a cada 12 metros

Em Londrina foi criada uma lei municipal que obriga comerciantes a plantar uma árvore a cada 12 metros de calçada. Pra quem não cumpre a lei a multa chega a 1400 reais e chegam a dobrar em casos de reincidências.

Ia ser ótimo ver essa lei copiada por outras cidades. Acho até que deveriam diminuir a distância de uma árvore e outra. A calçada além de ficar mais bonita, fica mais protegida para se andar num dia de sol e em dias de chuva. Sem falar no ar da cidade e na temperatura que ficam muito mais agradáveis. (Por exemplo: Uma árvore do tipo Sibipiruna transpira 400 litros de água por dia, equivalem a 4 aparelhos de ar condicionado ligados 24 horas, refrescando a cidade).

Se quiser saber como dar um trato na sua calçada, no site da Secretária do Meio Ambiente de Londrina tem várias dicas.

Os kite ships já existem há séculos, mas eram um pouquinho diferentes

Os portugueses atravessaram o Atlântico num barco à vela para descobrir o Brasil. Cinco séculos depois, os Alemães cruzam o Atlântico para descobrir um barco à vela.

O navio saiu da Venezuela, em direção a Bremen, com um sistema de paragliders gigantes (160m2) capazes de puxar um cargueiro gigante. Com vento de popa (aquele que vêm da parte de trás do navio) o consumo de combustível caí de 10 a 30%, resultado: menos emissões de CO2. A viagem ainda era um teste, mas provou que o Cabral sabia há tempos, é possível atravessar oceanos carregando cargas com a ajuda do vento. Parece que o povo esqueceu em algum momento da humanidade em que o petróleo ficou mais barato e agora com a necessidade de diminuir as emissões de gases, voltaremos a ver velas cruzando os mares.

Assista os dois primeiros minutos do filme (o resto são testes de outros barcos) e veja como funciona o kite ship.

Sim, a nota fiscal paulista funciona

Confesso que embora tenha apoiado desde o começo, ainda o fazia com um certo ceticismo. Demorou para funcionar mas agora parece que vai. Recebi de uns tempos pra cá alguns emails avisando sobre o cadastro de algumas notas fiscais na minha conta e hoje resolvi entrar no site da Secretaria da Fazenda para checar. Pra minha surpresa eu tenho R$ 3,84 de créditos, referentes a 8 notas fiscais, num total de 725,79 reais. Ou seja, gastei setecentos paus e vão voltar quase quatro reais pra mim. Parece pouco, mas lembrando que isso foi num período de 3 meses, onde quase nenhum estabelecimento tinha o sistema e várias vezes eu esqueci de pedir a bendita nota, até que está ok pra quem não ia ganhar nada. Acho que pra calcular o quanto vc vai receber, é um pouco mais que 0,5% do valor da nota (lembrando que vc pode até indicar uma ONG pra receber esse dinheiro).

Bom, para os que estavam céticos (me incluo aí), ou para aqueles que ouviram algumas teorias da conspiração, sou a prova de que o sistema está funcionando. A gente já paga tanto imposto que chegou a hora de fazer aqueles que sonegam também pagar. Parece impossível, mas com a internet finalmente pode ser que funcione. Se o governo vai roubar essa grana ao invés de aplicar na educação, na sáude ou no transporte, aí é outra história. Um passo de cada vez, vamos fazer a nossa parte e depois ficar em cima pra que essa grana seja bem usada.

Bike socorro da Porto Seguro

Há alguns meses, seria impossível imaginar uma seguradora de carros pudesse incentivar tanto o uso de bicicletas como a Porto Seguro começou a fazer. Primeiro com a criação de bicicletários e aluguel de bikes nos estacionamentos Estapar. E agora com um serviço de socorro aos carros segurados realizado por ciclistas. Tão eficiente quanto o socorro feito de moto ou de carro. A ação não só melhora ainda mais a imagem da empresa como incentiva a cidade a ver a bicicleta como um meio de transporte viável. Dê uma olhada na matéria da ciclista Renata Falzoni e ligue pra sua seguradora perguntando quando eles pretendem começar um serviço parecido.

Recicle e o final, você decide

Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.

A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.

Proteste já!

Fazia tempo que eu não gostava tanto de um programa na tv aberta e olha que as minhas expectativas são mais baixas quando eu vejo esses canais. Se você não teve a oportunidade, assista o novo programa da TV Bandeirantes: O CQC (Custe o que custar). Um programa com Marcelo Tás, Rafinha Bastos e Marco Luque. Importado pela Band da Eyeworks-Cuatro Cabezas e co-produzido no Brasil pelas duas empresas, faz sucesso há mais de dez anos, recebeu 7 indicações ao Emmy Awards e tem versões no Chile, Argentina, Espanha e Itália.

Os caras vão atrás de quem for pra perguntar o que ninguém tem coragem. Um pouco de Michael Moore com Daily Show só que com uma pegada brasileira e problemas brasileiros. Dá uma olhada no primeiro episódio do quadro Proteste já (o meu preferido), onde o Rafinha bastos vai atrás do esgoto que é despejado na represa Billings. O vídeo está em duas partes, e quem quiser pode mandar sugestões de pauta para eles.

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O passarinho verde me contou

Quando eu era pequeno e aprontava alguma, minha mãe sempre acabava descobrindo (por vários métodos ainda não revelados). Mas de todos o que eu tinha mais medo era do passarinho verde. Era só eu perguntar como ela tinha descoberto pra ouvir: “O passarinho verde me contou”. Droga! Aquele maldito penoso sempre dedurava o que eu fazia.

Certamente a inspiração para a artista Celine Shenton não foi a história da minha infância, mas seria a casa perfeita para o meu cagueta morar. Sério, se você não gosta daquelas casinhas de pássaros (a maioria bem brega mesmo) pode experimentar esse modelito. A natureza ganha mais uma moradia no meio da cidade, e se os ladrões já foram crianças um dia, talvez morram de medo do bichinho que mora ali, vigiando tudo.

Um lar de desperdício

Penney Poyzer era uma especialista em economia de energia e reciclagem de lixo na Inglaterra, mas de alguns meses pra cá ela virou a “supernanny green” do programa que passa na GNT: “Um lar de desperdício” (nome original: No waste like home).

O programa basicamente conta com ela visitando uma família inglesa e investigando como andam os gastos de água, gás, energia, se fazem reciclagem… E depois do veredito, ensina o que as pessoas ali da casa podem fazer para diminuir os desperdícios.

Acabei de assistir a um dos episódios e recomendo (está aí abaixo em 3 partes). Pra quem anda fazendo a sua parte em casa não vai se surpreender com nenhuma dica da moça, mas com certeza vai ficar chocado com a essa típica família inglesa e a alienação deles. Chega a ser assustador algumas vezes, por exemplo como a filha mais velha (uma mistura de Paris Hilton com Britney Spears) esquenta o quarto diariamente.

O programa vai ao ar no GNT em horários bem complicados nos dias: (26/03 - 13:30hs), (01/04 - 18:30) e (02/04 - 13:30). Senão conseguir assistir o jeito é esperar a reprise ou esperar a versão nacional que deve sair ainda esse ano (Um mundo pra chamar de seu), veja mais detalhes nesse post.

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Pra ficar com inveja

A falta de estrutura para reciclagem de alguns materiais altamente tóxicos não é mais problema, pelo menos nos EUA. As agências de correio norte-americanas (cerca de 1500) começaram a disponibilizar um serviço muito bacana: estão disponíveis gratuitamente envelopes para que os usuários possam se desfazer daquele celular antigo, ou de baterias, ou do seu mp3 player que não toca mais (no meu caso 2 ipods que viraram peso de papel). Depois o material é encaminhado para uma empresa, que faz a reciclagem da maneira adequada. Uma boa idéia para um país tão grande como o Brasil que não consegue dar conta da reciclagem nem nas principais capitais (vide o post da Larissa).

Os Animais Salvam o Planeta

O Animal Planet junto aos criadores de Wallace & Gromit produziram curtas de animação, nos quais os personagens do Creature Comforts mostram que todos podem cooperar com o meio-ambiente mudando um pouco do seu estilo de vida. The Animals Save the Planet foi exibido exclusivamente no Animal Planet no mês de março, mas felizmente achei todos no youtube. Abaixo temos um e após o jump o restante.

via treehuger

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Prós e contras de se ler online

slate_should-i-cancel-my-newspaper-subscription.jpgNeste post o Wagner Brenner mostra um comercial da Sky no qual se expõe que os guias de tv impressos dependem da derrubada de muitas árvores para existir. Isso é fato, mas será que pára por ae? Leiam esta matéria do Slate e fiquem cientes dos dois lados da história. O Slate também cita este post do Chris Anderson muito interessante no qual ele afirma ser a versão impressa da revista Wired mais ecologicamente correta do que a versão web. Leiam e tirem suas conclusões.

Programas de reciclagem ainda distantes

reciclagem.jpgVi uma notícia falando que a Apple está com um programa de reciclagem, recebendo iPods e celulares de qualquer marca ou modelo e os reciclando gratuitamente. Ao acessar o site vi que a cobertura desse programa só abrange os Estados Unidos. Isso me lembrou uma vez que recebi um mail falando do programa de reciclagem do Banco Real que estava recebendo pilhas e baterias. Para mim, que desde sempre as guardei, mas que nunca soube bem o que fazer com elas, essa foi uma novidade e tanto. Contudo, ao me dirigir a uma agência do Banco Real aqui em Fortaleza, infelizmente fui informada que eles não conseguiram nenhum parceiro que cuidasse da reciclagem desses materiais por aqui, logo não tinham condições de oferecer esse serviço. Eu penso que a reciclagem deveria ser vista como uma necessidade e que a estrutura exigida para sua execução deveria ser montada o quanto antes em todos os lugares.

Toy art nas caixinhas de leite

Que tal transformar lixo em obras de arte e expor em uma galeria? Essa é a idéia genial da Exposição Customilk. Através da Toy Art, mais de 120 artistas (das artes plásticas, música, publicidade, moda e entretenimento) fizeram de uma simples embalagem de leite um bonequinho simpático de Toy Art.

O Projeto Customilk tem o patrocínio da Tetra Pak e é apoiado pela Escola de Design da Unisinos (Porto Alegre). A criação do evento é do Mundo Arte Global e a Produção Executiva é de Mauren Motta.

Entre os criadores estão os artistas Carol W, Diego Medina, Trampo, Cusco, Nina Moraes, do RS, Bonga Tinta Loka e Dingos de SP , Cook Crew da Bahia, Horrate do Chile, os músicos Tonho Croco, Pancho, Malásia, Sugus, os fotografos Raul Krebs, Jean Schwarz, as agências Escala, E21, as revistas Noise, Solto etc, a Loja Pó de Estrela, Tatiana Sperahck entre tantos outros.

A exposição promete viajar por 5 capitais brasileiras. E enquanto não chega na sua cidade acesse o site deles e morra de inveja.

Dê água e ele ficará bem

Essa ação vêm da China, da agência JWT de Beijing. Tem cara de idéia que só foi para festival de propaganda mas mesmo assim é boa.

Aos poucos, as bicicletas invadem a cidade

 

Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.

Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.

“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.

O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.

A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.

O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.

Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “





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