Arquivo para May, 2008

Fotos ricas, lugares nem tanto

Toda vez que eu vejo fotos de pobreza lembro da frase do Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo!”.

Confira aqui, as fotos do NY Times clicadas no Haiti, e veja se ele esta certo.

Saiba quanto custa cada produto que se recicla

Juntei um monte de fontes consegui uma média do que se paga para o material que vai ser reciclado. Em outras palavras o que motiva os catadores nas cidades, no caso, em São Paulo:

EPS (isopor) - R$ 0,40/kg

Alumínio - R$ 3,40/kg - equivalente a 75 latinhas

PET - R$ 1,20/kg (já caiu para 40 centavos em set/05)

Óleo de carro - R$ 0,10/litro. Esse pagamento não é destinado ao posto, mas sim ao frentista ou ao funcionário responsável pelas trocas.

Embalagens Longa Vida - R$ 0,33/kg

Jornal - R$ 1,70 a 0,90/kg

Ferro - R$ 0,20/kg

Embalagens de amaciantes de roupa e xampus (daquelas coloridas) variam de R$ 0,30/kg a 0,50kg.

Mais aqui.

Mais uma vez inovando

A Apple entrou com uma patente para aplicar finas camadas de células fotovoltáicas em seus laptops. As novas baterias serão carregadas com a luz solar. Oba! Mais uma ajuda para o meio ambiente. Com certeza isso poderá se aplicar a outros produtos.

Feliz Ano Novo pra você também

Hoje começa o ano pro brasileiro e não temos muito o que comemorar. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), trabalhamos 148 dias por ano só para pagar os impostos. Ou seja quase 5 meses completos! Na década de 80 eram 2 meses e pouquinho.

Outra conta interessante, com 72 anos de idade, você terá vivido 33 anos só pra pagar impostos. Bacana, né? Considerando que vivemos praticamente na Suíça e todos sabem que o dinheiro pago é “super” bem utilizado, dá gosto pagar tanto imposto.

Com esses dias trabalhados, daria para ir viver na França, onde se trabalha 149 dias e você vê o dinheiro um pouquinho mais bem aplicado. E se quiser investir um pouco mais, na Suécia são 185 dias pra pagar o imposto e não precisa esquentar a cabeça com escola, segurança, saúde…

Sei lá, de repente pra viver no Brasil poderíamos pensar em adotar um calendário novo.

Prenderam os Flintstones na Bélgica

Ontem, não foi só aqui no Brasil que o Greenpeace resolveu colocar as manguinhas de fora.

Ativistas vestidos de Flintstones (com carro e tudo) deram uma passadinha na frente do Parlamento Europeu (em Bruxelas, Bélgica) para entregar uma tábua de pedra com os logos das principais montadoras européias Volkswagen, BMW e Mercedes e com a mensagema “Driving Climate Change.”

Segundo o Greenpeace, a indústria ainda esta na era dos dinossauros, construíndo carros mais rápidos e mais poluentes.

Veja mais fotos do Fred, da Wilma, do Barney e da Betty aqui.

Palavrinhas mágicas

reusable-bags-buenos-aires.jpgUma campanha informal para diminuir o uso de sacolas plásticas foi promovida por uma pequena agência argentina chamada El Viaje de Odiseo. Os organizadores dizem que, como ainda não há leis para essa questão no país, é uma boa hora para se levantar a discussão. As bolsas são produzidas com algodão natural por um cooperativa de pessoas desempregadas chamada La Juanita e a estampa é feita pelo grupo de arte de rua Run Don’t Walk sem nenhuma tinta tóxica. Elas são vendidas por 10 pesos e nelas há a mensagem: “Não uso sacolas plásticas, obrigado.” Segundo eles o principal objetivo não é vender as sacolas, mas encorajar as pessoas a pensarem no assunto e assim gerar mudanças na vida do dia-a-dia.

via Treehugger

10a. Conferência Internacional Ethos

Começa hoje a 10a. Conferência Internacional Ethos, realizado pelo Instituto Ethos que tem como tema esse ano: “Mercado socialmente responsável: uma nova ética para o desenvolvimento”. O evento vai até o dia 30 de maio no Anhembi em São Paulo e conta com a participação de vários personalidades importantes para tratar do assunto. Por exemplo, amanhã tratando do tema: “Desenvolvimento Sustentável da Amazônia” terá a presença de Adriana Ramos (Instituto Socio Ambiental), Nelson Cabral de Carvalho (Petrobras), Julio Barbosa (Conselho Nacional dos Seringueiros) e Orlando Lima (Vale).

Ainda dá pra se inscrever nesse link.

Uma baleia encalhada em Brasília

 

Ativistas do Greenpeace realizaram nessa segunda um protesto pacífico com uma baleia inflável em frente ao Palácio do Planalto.
Isso pra tentar mobilizar o presidente Lula  e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc a conseguirem aprovar a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

O santuário impediria a caça em todo o Oceano Atlântico sul, que banha toda a costa do Brasil e da Argentina, o sul do Chile e toda a costa oeste da África.

O projeto ainda não foi aprovado porque o Japão, que defende a caça às baleias, compra o voto de países pequenos da África que fazem parte da CIB. A chance de conseguir esses votos pode ser mostrar que o turismo de observação das baleias, uma atividade praticada no Brasil e na Argentina, rendem mais de US$ 1 bilhão por ano.

Os 100 anos de imigração japonesa são comemorados esse ano aqui no Brasil. Depois de conhecer tantos japoneses, me impressiona imaginar que os caras que subornam os países pobres para votarem contra são o mesmo povo honesto que vive aqui no país.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

Recordistas sem querer

A reciclagem movimenta R$ 7 bi anualmente no Brasil. Na média, cada brasileiro produz diariamente 6 kg de lixo.

Bom, com certeza você já escutou que somos o país que mais recicla alumínio no mundo (96%). Esse recorde infelizmente não é mérito da consciência dos brasileiros, e sim da pobreza.

Segundo o Cempre há no país cerca de 500 mil catadores de papéis, metais, plásticos e vidros. Muitos ficaram desempregados nos últimos 6 anos. Em geral, têm pouca instrução e são os primeiros dispensados quando as empresas decidem demitir.

Por exemplo o seu Silva, teve seu último emprego, há 10 anos, em uma tecelagem, e rendia cerca de R$ 700. Demitido, passou mais de um ano à procura de um trabalho registrado até decidir comprar um cavalo e uma carroça e recolher sucata em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo). Migrou para a região da Sé, em 99, influenciado pela irmã mais velha. Maria Lúcia, ex-faxineira, que estava na região há 9 anos como catadora. Ela ganhava 4x mais que o ex-metalúrgico. “Quando vim para o centro tinha muito material disponível e pouco carroceiro”, diz Silva. Hoje, na área que atua, concorre com outros seis carroceiros. Ele e a mulher ganham juntos R$ 600 por mês.

Um dos principais vilões dos preços é o dólar. Como a sucata é commodity e com o real mais forte, os recicláveis brasileiros ficaram caros para compradores internacionais. Matérias-primas virgens (plástico, ferro e papéis não oriundos de reciclagem) tornaram-se mais atraentes para as empresas do Brasil e do exterior. Diminui a procura pela sucata, cai o preço. Cai a reciclagem. A gangorra de preços torna inviável qualquer projeto de coleta minimamente formalizado. E como se não bastasse, o aumento de carroceiros nas ruas ajuda ainda mais a reduzir o valor desses resíduos.

Juntando tudo isso dá pra entender o por quê do nosso recorde, e visualizar a chance de “aproveitar” essa nossa vantagem competitiva: a miséria.

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) faz cotações e tem um monte de informações de reciclagem no país. Mais informações aqui e aqui.

Breath in, Breath out

Mais um comercial bacana do Greenpeace, destacando a importância dos oceanos para a produção do oxigênio que respiramos:

Ótima idéia para a Peugeot brasileira.

“Em Portugal, a Peugeot iniciou uma campanha agressiva de vendas. Com o objetivo de acabar com os veículos mais velhos que circulam pelo país (e consequentemente diminuir as emissões), a marca decidiu dar incentivos de até 5.000 euros para quem optar trocar o automóvel antigo por um novo.

O desconto é válido para os modelos 107, 207 (nas versões sedã, perua e conversível), e 307 (nas versões hatch e perua.) A promoção, que dura até o fim de junho, tem como objetivo renovar a frota de veículos de Portugal.”

Com os atuais recordes de vendas, eu acho difícil existir algum tipo de incentivo como esse no Brasil. Incentivo por aqui é jogo de tapetes e insulfilm. E olhe lá.

fonte: icarros.uol.com.br

Um problema que infelizmente não temos

Eu bem que gostaria de reclamar como os novaiorquinos de motoristas parando em cima das ciclovias. Mas pela falta delas a gente tem que se contentar só com os motoristas mal educados mesmo:

Isopor também pode ser reciclado

Sempre ouvi que isopor não se reciclava. Olhei até uns livros aqui em casa que confirmaram. Mas hoje li uma matéria que mostrou que não só é possível como já tem gente que faz.

O isopor em muitos casos é quase que insubstituível e associado a um número cada vez maior de hábitos de consumo: das bandejas de frios e açougues às embalagens de proteção e até peças da construção civil. A notícia dá até um alívio, mas não tira a necessidade de evitar o consumo de isopor.

Metade da produção nacional de isopor é usada na construção e fica incorporada à obra, o restante (aqueles utilizados pelas pessoas) pode ser 100% reciclado evitando que eles acabem flutuando nos rios, entupindo bocas-de-lobo ou sobrecarregando os aterros sanitários.

A Coopervivabem começou a recolher e a vender o EPS (poliestireno expandido ou isopor) em janeiro de 2007 e hoje funciona como um ponto de coleta para as outras cooperativas de reciclagem da cidade. Compra-se o produto sujo, faz a remoção de fitas adesivas, papéis, grampos e outros materiais e o revende. Atualmente, a média recolhida na cooperativa é de 4.273 kg/mês.

Para saber onde deixar o EPS na sua cidade ou bairro, entre no site da Abrapex. Aí é só levar pra reciclar e senão tiver um lugar específico, coloquem junto com os plásticos e reze.

Aguenta firme

Confira outro comercial do Greenpeace, com o mesmo conceito do filme desse post anterior, agora criado pela Leo Burnett (Chicago).

Comercial do SOS Mata Atlântica

Comercial da SOS Mata Atlântica criado pela F/NAZCA. E aproveitando a oportunidade, já plantou sua árvore hoje? Clique aqui.





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