Depois de reunir uma série de links sobre marcas e iniciativas de moda ecológica, um assunto que sempre me chamou a atenção, decidi fazer um post para divulgar algumas das idéias mais interessantes, tanto da moda mainstream quanto de estilistas menos conhecidos.
Apresento aqui alguns conceitos de grifes que pensam na sustentabilidade a fundo, que incorporaram esse ideal no foco e na estratégia de seu negócio, e dessa forma conseguem influenciar positivamente toda a cadeia de produção da moda.
Vamos a elas:
People Tree
Uma das marcas pioneiras em moda sustentável, a People Tree apareceu bastante na mídia ultimamente graças a uma colaboração com Emma Watson, atriz inglesa queridinhas dos fashionistas, para a criação de uma linha de roupas feitas com algodão 100% orgânico e respeitando os preceitos do comércio justo (Fair Trade). A coleção acabou de ser lançada online, e está fazendo o maior sucesso entre a crítica especializada. Fique de olho!
Stella McCartney
Ativista ambiental assumida (inclusive já postamos sobre ela e seu “Meatless Monday” aqui) Stella incorpora em suas criações a atitude eco sem deixar de lado o estilo casual chic que consagrou sua marca. Em Julho de 2008 lançou sua primeira Stella McCartney Organic Collection, com 20 peças confeccionadas somente com tecidos orgânicos cuja produção respeitasse os preceitos do comércio justo.
Atualmente, a coleção orgânica de Stella engloba desde roupas e acessórios até perfumes e cosméticos

Generation Love
Esta marca americana surgiu da colaboração entre os designers Roni Hirshberg e Audrey Bressa-Valcourt, que buscavam criar uma coleção de camisetas estilosas e criativas sem deixar de lado a consciência ambiental. Utilizando materiais como poliéster reciclado e denim orgânico, a marca apresenta uma coleção leve e divertida. Clique no link para conferir.

Osklen
Uma das principais referências da moda brasileira no exterior, a Osklen se define como “representante do lifestyle contemporâneo, em um mundo onde convivem o urbano e a natureza, o global e o local, o orgânico e o tecnológico”.
E é justamente na união desses conceitos que surge sua moda de vanguarda, pioneira da experimentação com novos materiais como o interessante couro de tilápia, utilizado na confecção de acessórios, e o tricô de palha de seda, apresentado na última edição do SPFW (outono-inverno 2010). 
E as ações ecológicas da marca não se restringem as matérias-primas de seus produtos. Criado em 2000 pelo próprio Oscar Mestavaht, dono da marca, o movimento E-brigade une pessoas que buscam tomar atitudes concretas para lutar contra a degradação do meio ambiente. A função do movimento é informar, sensibilizar e promover ações que disseminem uma cultura orientada para a responsabilidade individual e para o desenvolvimento sustentável. Mais de 100 mil peças já foram vendidas com o conceito do E-brigade, revertendo-se em pesquisas e projetos em parceria com grandes ONG’s como a WWF.

Milena Hamani
A estilista de moda praia apresentou na edição de outono-inverno 2010 da Casa de Criadores uma bela coleção totalmente “vegan”, na qual utilizou apenas materiais de origem vegetal e couro sintético. Todo seu trabalho foi feito em parceria com a malharia Tritex e com a Ecotan, que desenvolve fios a partir de fibras orgânicas e plástico reciclado de garrafas PET.

E para quem quer saber mais sobre o assunto sugiro o blog Recicle-se, da jornalista de moda Lilian Pacce, que, como já comentamos aqui, está super por dentro de todas as novidades da moda ecológica. Também indico o livro “Eco Chic” da jornalista inglesa Matilda Lee, que ensina como escolher bem, comprar menos e cuidar mais de suas roupas, para assim ter uma atitude mais eco-friendly, sem sair de moda.