
Ou eu deveria escrever: O que aconteceRÁ QUANDO a temperatura subir 4ºC?
Vocês já tinham visto o mapa do clima lançado pelo Museu de Ciências de Londres no final de outubro? Eu não, só vi agora. O mapa mostra o provável impacto que um aumento de 4ºC na temperatura teria sobre o planeta. Desabilite todas as dez teclas e vá clicando em uma de cada vez para descobrir sobre queimadas de florestas, colheitas, água disponível, aumento do nível dos mares, pesca, secas, perigos da permafrost, ciclones tropicais e problemas novos de saúde (doenças).
São incluídos no mapa sete breves textos que projetam aspectos importantes para nossas vidas: floresta amazônica, agricultura, disponibilidade de água, nível do oceano, ciclo de carbono e aumentos de temperatura. Vocês estão achando que isso está muito longe de acontecer? Um estudo recente estima que esse aumento de 4ºC pode ocorrer por volta de 2060, ou seja, meu filho, hoje com 5 anos de idade, vai viver isso fácil.
O mapa interativo está neste link e o vídeo que o complementa se encontra aqui, onde se chama a atenção para outros efeitos da mudança climática, como a quase inevitável migração de populações inteiras e os conflitos decorrentes disso.
Tudo depende, na verdade, do que acontecerá em Copenhague a partir de segunda-feira, dia 7 de dezembro. Nós, brasileiros, devíamos estar mais ligados nisso do que no sorteio dos grupos da Copa do Mundo ou nos eleitorismos do ano que vem, mas entendo que a conscientização é difícil quando as evidências ainda não estão batendo em nossa cara. (Em outras palavras, a tendência é só começar a fazer exercício depois de se ter um ataque cardíaco, não é assim?)
Só sei que, depois de muito desânimo, tive um fio de esperança por causa do Sergio Abranches, cientista político especializado em ecopolítica (leiam seu blog sobre o assunto), que parece começar a levemente apostar no fim do impasse político, como se lê aqui e aqui.


Imagine só a cena: você tem um sobrinho que precisa de um leito de UTI, e pode bancar hospital particular mesmo, mas não tem leito, porque está tudo ocupado com pessoas com mais de 60 anos. O que vai acontecer? Você vai pensar (ou dizer em voz alta, dependendo do seu autocontrole): “Meu sobrinho tem a vida inteira pela frente, esse velho já viveu a dele!” É o que basta. Está dado o sinal de uma guerra civil emergindo, no caso, guerra intergeracional. Infelizmente há um risco muito grande de que isso aconteça no Brasil nos próximos 17 anos.
Este post é para falar de uma das mais recentes descobertas de Cause Related Marketing, ou Marketing Ligado a Causas (outra sigla CRM para decorar), nos Estados Unidos. Existem dois tipos de consumidores suscetíveis a esse marketing de ações de responsabilidade social das empresas e, enquanto um aceita bem o discurso da mudança de longo prazo, para o outro o apelo disso é zero, o que restringe muito o público-alvo. É um grupo de consumidores numeroso esse que pensa e vive no curto prazo. 






Convocação circulando na internet (brigs, Dani): “No dia 17 de setembro de 2008, das 21:50 às 22:00 horas, propõe-se apagar todas as luzes e se possível desligar todos os aparelhos elétricos, para o nosso planeta poder ‘respirar’. Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal. É uma espécie de teste: só 10 minutos, para ver o que acontece. Podemos acender uma vela, ficar só olhando para ela e respirando, nós e o planeta. Lembrem-se de que a união faz a força e de que a internet pode fazer algo realmente grande.”
Vocês viram o que o Marcelo Leite escreveu ontem na Folha? Põe a consciência de cada um de nós à prova. Neste teste, pelo menos, eu passei, mas sei que fico de recuperação em muitos outros, como no dos banhos que não devem demorar. Vou simplesmente reproduzir:
Nem tudo são rosas, contudo. Continuando o post
A honorável revista inglesa The Economist traz nesta edição semanal (que já está no