Caramba, sinceramente não sei nem o que dizer do comercial da Danish Cancer Society criado pela Halbye Kaag, JWT. Não vou estragar, assista:
Arquivo do autor Daniel Chagas Martins
Eu adorei o comercial da Anistia Internacional que ganhou Leão de Ouro em Cannes no ano passado (esse). E parece que não foi só eu pq os caras da TBWA (Paris) insitem na mesma fórmula mais uma vez. O comercial é lindo, mas pra quem já viu o primeiro não traz grandes novidades, só o estilo da ilustração mesmo.
Cada vez que eu recebo o convite pra participar da Bicicletada na última sexta-feira do mês, fico mais deprimido pq nunca consegui sair num horário decente pra participar.
Bom, mas se vc tem uma vida um pouquinho mais planejável e mora em SP, apareça essa sexta na Av. Paulista e ajude a engrossar o coro das bicicletas em SP. A Massa Crítica paulistana pedala mais uma vez para celebrar as cidades mais humanas. E pra lembrar aos políticos que a cidade pode sim ter outros meios de transporte não motorizados, só falta uma estrutura mais adequada.
Todos estão convidados. Para participar, basta aparecer munido de qualquer meio de transporte que não seja motorizado. Até quem não tem bicicleta ou não sabe pedalar participa. (apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada).
A concentração é às 18:00hs. Ás 20:00hs começa a pedalada em ritmo leve. Ninguém fica para trás e vai gente de todas as idades. E se chover (que aliás a cidade tá precisando) acontece do mesmo jeito.
Então vai lá, essa sexta, na Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440.:. panfletos e cartazes para divulgação aqui; sobre a Praça do Ciclista; relatos e fotos de edições anteriores aqui.
Bem legais os comerciais da Looking Glass Foundation criados pela DDB do Canadá, confira:
Simples e na veia. A ação para WWF criada pela Saatchi&Saatchi (Nova Zelândia) para alertar sobre a quantidade de golfinhos que ficam presos nas redes de pesca e ainda pedir sua ajuda através de SMS.
Bem legal esse filme postado pelo Daniel da Hora no Uod, criado para a National Found for the Deaf pela DDB (Nova Zelândia).
Seria impossível imaginar que o maior painel solar do mundo fosse construído numa fábrica de automóveis há alguns anos atrás. Você provavelmente confundiria no máximo com o maior teto solar do mundo mas a GM promete surpreender a todos em setembro na filial em Zaragoza (Espanha).
A few years ago, if you were to say that the largest rooftop solar panel was going to be installed in a car manufacturing plant we’d probably say that you were, well, bonkers. If you had mentioned that not only would this be true, but that it would be installed in the roof of a General Motors plant, we’d have gladly tried to sell you a bridge. Surprisingly though you’d have been correct. Last week General Motors announced that its Zaragoza plant in Spain will be fitted with the world’s largest rooftop solar power station.
A General Motors nos EUA já possuem hoje, duas das maiores usinas de energia solar do país. Mas essas ainda são pequenas perto dos 85.000 painéis solares no teto da fábrica na Espanha que vão gerar mais de 10 megawatts (equivalente a energia para 4.600 casas). Essa energia toda será administrada pelas empresas: Veolia Environment e Clairvoyant Energy.
Que venham outros exemplos…
O festival publicitário de Cannes todo ano tem uma surpresa depois que acaba. Já teve campanha que foi criada para ganhar prêmios e o cliente não sabia; teve ano que criaram para um produto inventado; outro ano fizeram uma peça para o cliente de outra agência….
Mas nada se compara a repercurssão do caso desse ano. A TBWA de Paris criou uma campanha para a Anistia Internacional e faturou em Cannes esse ano, um Leão de Bronze. Até aí tudo bem, mas o escritório da ONG, em Londres, afirmou ter decidido não usar os anúncios por preferir adotar um foco mais positivo em sua campanha relativa aos Jogos Olímpicos.
Mesmo assim, a Anistia International permitiu à agência veicular a campanha uma vez para que ela pudesse ser inscrita no festival (prática muito utilizada no mundo todo para “esquentar” a peça).
O que a ONG não contava é com a repercurssão do prêmio. As peças ganharam a rede e rodaram fortemente por vários sites. E foi aí que os problemas começaram.
A campanha bate forte na questão do desrespeito aos direitos humanos na China, onde rolam as olímpiadas desse ano: “After the Olympic Games, the fight for human rights must go on” (Depois dos Jogos Olímpicos, a luta pelos direitos humanos deve continuar).
Na matéria do Wall Street Journal, Tom Carroll, presidente e CEO da TBWA Worldwide, pede desculpas pela inscrição da campanha em Cannes sem prévia aprovação ou conhecimento da cúpula da agência.
Enquanto isso na China, onde a agência possui uma filial a situação ficou mais complicada. A rede TBWA tem agência na China, o que torna a situação ainda mais delicada. Sem contar que a conta local da Adidas (patrocinadora dos jogos) é da agência.
Os blogs chineses começaram a sugerir o boicote a todos os trabalhos criados pela TBWA. Um blog foi mais longe: sugeriu que todos os chineses que trabalhassem para a agência pedissem demissão: “I suggest that all Chinese employees in TBWA resign from this company“.
Segundo o CCSP: “os consumidores na China levam a sério o boicote a marcas, personalidades ou seja o que for que tenha ‘ofendido sentimentos patrióticos’. Depois das manifestações contrárias à China em Paris, quando a Tocha Olímpica passou pela França, em abril, consumidores lançaram um boicote ao Carrefour, uma das maiores redes de supermercados presente na China.
Louis Vuitton e Christian Dior também receberam o mesmo tratamento depois que a atriz Sharon Stone sugeriu que o terremoto que atingiu a China era por causa do ”karma” criado em função da forma como o governo trata a população tibetana (relembre aqui)”.
Tirando a parte questionável de “esquentar” as peças para festival, me parece que os chineses deveriam boicotar o governo ao invés da agência. Afinal quem esta errado? O governo que faz essas atrocidades ou a agência que faz uma campanha para criticar tal? Aliás, a TBWA Paris não foi a única que fez essa crítica, a Saatchi&Saatchi da Slovakia tem anúncios bem parecidos. Outros esportes, outro layout, mas a mesma idéia.
Não foi mera coincidência, as torturas chinesas existem e parece que os chineses vão ter que boicotar muuuita gente se não quiserem ver a própria sujeira.
Veja os outros anúncios da confusão: aqui e aqui.
E aproveite pra ver os criados pela Saatchi&Saatchi: aqui, aqui e aqui.
O NY Times tem um quadro no seu site chamado “The Frugal Traveler” - as experiências de um mochileiro viajando mundo afora e descobrindo aqueles lugarzinhos que a gente só conhece quando viaja assim na roubada. Esse ano Matt Ross, o mochileiro-repórter, viaja com os dólares contados pela Europa por três meses num roteiro chamado de Grand Tour. A diferença é que o Grand Tour realizado entre 1660 e 1840 era uma viagem para as classes mais abastadas da Europa, e dinheiro não era preocupação.
No caso do Matt, o roteiro é o mesmo mas o cara tem que trabalhar para conseguir realizar a viagem toda. Por conta disso é que ele conheceu o Wwoof - World Wide Opportunities on Organic Farms, uma ONG que entre outras coisas, disponibiliza oportunidades para se trabalhar em fazendas de alimentos orgânicos em troca de cama, alimentações e eventualmente algum trocado.
O vídeo é engraçado. As conversas tem um pouco daquele timing de quem mora no campo: pausas longas, frases curtas, tempo pra pensar na vida…
Imagina vc acoplar um corta-grama desses na sua bicicleta e acabar com aquele barulho infernal dos cortadores e ainda fazer um exercício. Com um desses agora só polui o ar quem esquecer de passar desodorante.
Infelizmente o cara do flickr não sabe nada mais a respeito da invenção, quem descobrir alguma coisa, mande por favor.
Mais um post do Leandro Ogalha do Uod direto de Londres e aquela estranha sensação de que ainda falta muito pra gente chegar lá no primeiro mundo:
“Em Londres, muitas pessoas levam a serio o ato de andar de bike, e sao muito respeitadas e incentivadas a isso. Se o onibus ou o taxi estiver andando lentamente, tenha certeza que na frente tem um biker, e ele nao sera pressionado. Para se ter uma ideia, nos semaforos existe primeiro a faixa de pedestre, depois a dos ciclistas e por ultimo a dos carros.
A preocupacao do governo e nitida, tanto que considera a bicicleta um meio de transporte oficial. Nao por menos: Colabora com transito, desafoga o transporte publico, a populacao economiza (principalmente porque a regiao central e pedagiada para carros) e obviamente mantem a saude em alta.
Atualmente esta no ar uma campanha de midia exterior nas principais avenidas. Sao pecas de bike que remetem ao tema, como saude, transporte e o proprio skyline da cidade.”
Depois de se dar conta da quantidade absurda de sacos plásticos consumida por uma fábrica, os donos resolveram procurar dar um final feliz para aqueles saquinhos.
A estratégia de evitar ao máximo pegar um plástico novo ainda é mais eficaz, mas para aqueles que a gente ainda não conseguiu se livrar é uma boa idéia:
“Um relatório oficial concluído na sexta-feira passada, com base em registros do Instituto Médico Legal, mostrou uma redução de 57% no número de mortes violentas ocorridas nos fins de semana na cidade de São Paulo desde a implantação da chamada “lei seca” -e aí se computa a queda não só dos acidentes de trânsito mas também dos assassinatos.”
É chato ter que pegar carona ou um táxi pra voltar pra casa depois de tomar um mísero chopp, mas pelo jeito esta dando certo. Sofro, mas sou a favor. E vc?
Lisboa é a capital de Portugal e também conhecida como a cidade das sete colinas. De fato a cidade é uma exceção comparada as capitais européias. Além de ser uma das únicas (senão a única) contruída nos morros também é uma das únicas que ainda não adotou a bicicleta como meio viável de transporte. Culpa até agora atribuída as subidas e descidas na cidade.
Mas o engenheiro Paulo Guerra dos Santos pretende acabar com esse mito e através da sua tese de mestrador provar que bicicleta além de viável é muitas vezes a melhor opção no transporte em Lisboa. Dá uma olhada na reportagem do canal português:
via apocalipse.
Hoje quase sem querer, tropecei num clique no blog do Jairo Marques: ”
Assim como você“. Jairo é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999, é cadeirante e escreve muito bem. Os texto são divertidíssimos e o alto astral que ele carrega nas palavras é contagiante. Reproduzo o primeiro texto (sem autorização ainda), sobre a viagem dele, seu amigo fotógrafo Gaudério, uma cadeira de rodas e uma mesa de bilhar na Amazonia. Depois do “jump” tem o resto do texto:
Minha História com Gaudério
Vivi com o repórter-fotográfico Antônio Gaudério, um dos mais renomados do país e um tipo daqueles que é impossível ficar cinco minutos ao lado sem dar uma boa gargalhada, uma das minhas histórias de blog mais engraçadas.
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