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Author Archive for Regiane Bochichi

Projetos arquitetônicos verdes

Assistindo ao programa “Lugar Incomum” sobre academias, vi o projeto de River Gym do arquiteto Mitchel Joaquim. O cara é cheio de ideias diferentes para fazer, imaginar,  criar espaços sustentáveis com uma visão bem futurista e singular. Ele é P.h.d formado pelo MIT, dono da Archinode Studio + Partner Terreform 1 e TED Fellow. Este projeto de academia usa a energia gerada pelos atletas para movimentar e manter o ginásio flutuando em pleno Rio Hudson. Parece o bom e velho pedalinho, lembra? O conceito é mais sofisticado, mas a essência de movimento e mudança de paisagem estão lá. O projeto ganhou um prêmio do New York Magazine. O cara tem outros projetos bem esquisitos: cidades flutuantes, balões que transportam pessoas penduradas em cadeiras, casas em forma de cogumelos. Vale a pena conhecer e se inspirar para pensar sempre fora da caixa.

Vem aí mais uma edição da passeata Superação

Um trio elétrico adaptado, música e atrações artísticas vão dar o tom de mais uma Passeata Movimento SuperAção - evento que acontece, desde 2004, todo ano em São Paulo e no Rio,  para celebrar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A festa vai rolar no dia 05, a partir das 10 da manhã, com concentração na Praca Dom Gaspar, no Centro, e é dedicada a todas as pessoas que desejam uma sociedade inclusiva, uma cidade acessível e harmoniosa em favor de todos. Espera-se a presença de mais de 5 mil pessoas. No Rio, no ano passado, o público atingiu cerca de 40 mil. Segundo levantamento da ONU – Organização das Nações Unidas, há mais de 600 milhões de pessoas com deficiência no mundo, o que representa, 10% da população mundial e 80% das pessoas com deficiência estão em países em desenvolvimento, sendo que as taxas mais altas indicam os setores sociais marginalizados e com menor acesso à educação. Vale a pena conscientizar a moçada da necessidade da participação de todos no processo de inclusão e da promoção de acessibilidade. Fazer isso de forma lúdica ajuda e muita a mensagem ser aceita e entendida.
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Encontro de tecnologia assistiva

A tecnologia é uma ajuda e tanto para as pessoas com deficiência. Das sofisticadas cadeiras de rodas até uma simples colher adaptada isso pode representar um ganho na qualidade de vida. Por isso a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência promove o primeiro Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência com o objetivo de mostrar as novidades na área, abrir mercados e discutir como essa questão acaba afetando todo a sociedade. Lembramos que quando falamos, por exemplo, em calçadas acessíveis vale tanto para a cadeira de roda como para o carrinho do bebê. Serão mais de 50 expositores nacionais e internacionais contando com uma ampla divulgação de trabalhos acadêmicos e um seminário com mais de 70 especialistas. Acontece entre 8 e 10 de dezembro, no WTC Convention - Piso C. Para fazer a inscrição, clique aqui.

Cuidando do seu jardim

Na FiaFlora, que abriu hoje no Anhembi, a empresa BioFert lançou um novo conceito de “food plants”. São produtos de uso fácil para quem quer contribuir com sua parte deixando pelo menos a sua casa mais verde. A jardinagem tem se tornado um hobby e há vários tribos que são entendíssimas de orquídeas, hortinhas e afins. Por isso, agora essa galera ganhou um blog ” Planta é bom demais” que entre outras coisitas tem uma cartilha que ensina a alimentar as orquídeas e até noções bem básica do que é, por exemplo, NPK. Tudo bem explicadinho, pra gente fazer a nossa parte!

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Cadeirantes no palco

Aproveitando o tema de deficientes, este fim de semana será apresentando o espetáculo “Mix Noturno”, de Osvaldo Montenegro. O elenco é formado por só com cadeirantes.
O espetáculo é realmente um bonito e quem vai sai de lá com a boca aberta! O espaço do teatro é tomado por 20 menestréis, que cantam, dançam, e atuam acompanhados por uma banda e sob a direção de Deto Montenegro. Para quem está em São Paulo, vale conferir de hoje até domingo, às 21 horas, no Teatro Dias Gomes.

Não é difícil encarar

A jornalista Claudia Matarazzo com a ajuda da vereadora Mara Gabrilli lançou o livro “Vai encarar? A nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”.  Tratando de acessebilidade, o texto está em audiobook e aproveitei uma viagem para ir escutando o que se tem a dizer sobre essa gente tão batalhadora, especial e que ou solenemente ignoramos ou exageremos na atenção e cometamos as maiores gafes possíveis. Claudia vem nos ajudar neste quesito e vou listar aqui algumas  dicas que achei simples e que com certeza, já fizemos na maior boa vontade:
1 - A cadeira do deficiente é a extensão de seu corpo e por isso, não pode virar cabide de nossas coisas. O que vai com ele é só dele. E jamais saia empurrando de um lugar para outro sem pedir a permissão do dono. Ele quem decide se quer ou não se movimentar.
2 - Em rodas de conversas onde estão cadeirantes e ou anãos, o ideal é que todos sentem. Cinco minutos de papo com metade do grupo em pé traz um desconforto sem fim ao pescoço destas pessoas.
3 - Geralmente os cadeirantes estão com um enfermeiro e/ou acompanhante. Trate-o muito bem. Eles, em sua maioria, são bem discretos e não farão parte da conversa, mas se for uma festa , deve ser servido comida e bebida e este papel cabe diretamente a anfitriã.
4 - Tenha sempre em sua casa, escritório, loja, uma plataforma plástica destas compradas em lojas de construção que a gente usa para as crianças, em local perto de pias e armários. Isso ajuda muito pessoas de baixa estatura se virarem com os nossos móveis altos.
5 - Aliás se estiver comprando uma casa e/ou reformando, procure se inteirar sobre o desenho universal. Ele garante a acessibilidade de todos em todos os lugares. Tem coisas bem simples de fazer como baixar a altura do interruptor de luz e aumentar o da tomada.
6 - Se for conversar com um surdo, lembre-se de ficar sempre em frente da pessoa e fale mais devagar. Geralmente, elas conseguem ler seus lábios e isso facilita a comunicação.
7 - O cão guia costuma ser um lindo labrador e dá uma vontade imensa de fazer um carinho nele. Esqueça. Isso representa que ele pode descansar e nem sempre é o caso.
8 - Por fim, evite aconselhar as crianças a não perguntar ou incomodar as pessoas com deficiência. Criança é sempre muito espontânea e ficar “encarando”  o outro sem se aproximar é pior do que mostrar interesse pelo o que aconteceu e como lida com este problema.



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