Confira o comercial da APAE criado pela AlmapBBDO para falar da importância da prevenção de dezenas de doenças intelectuais nas crianças. “…Com o Teste do Pezinho, apenas algumas gotinhas de sangue são suficientes para diagnosticar e desenvolver um tratamento especial para que diversas doenças detectadas nos recém-nascidos não se desenvolvam…“.O filme e os anúncios ficaram bem divertidos e bem diferentes do que custamos ver nos anúncios da categoria. Os outros anúncios são esse e esse.
Arquivo para updates sobre 'deficientes'
Dia 29 de agosto a partir das 22h30 estréia o programa “Sem Barreiras” - no SporTV -, que vai mostrar os preparativos e as histórias dos nossos atletas paraolímpicos.Os apresentadores serão o jornalista Renato Peters a jornalista Carla Maia, 27, que é tetraplégica. Carla tem restrição de movimentos nos braços, pernas e tronco desde os 17 anos, é mesatenista, esteve em Atenas 2004 e foi medalhista no Para-Pam do Rio.
Será um programa inédito no Brasil. Além da inclusão de uma pessoa com deficiência na televisão, o espaço reservado para mostrar a força e a superação desses atletas por si só já são louváveis.
Leiam (aqui) uma entrevista que o Jairo Marques fez com a Carla. Ela conta um pouco sobre o programa e sobre nossas chances em Pequim.
Alguns grupos em defesa dos deficientes pediram um boicote ao novo filme: “Trovão Tropical” com Ben Stiller, Jack Black e Robert Downey Jr. Segundo eles, a história retrata de forma negativa as pessoas com deficiências intelectuais com o excesso de termos depreciativos, principalmente do uso da palavra “retardado”.
Lendo a notícia parece até brincadeira, ou parte da promoção do filme. Mas é sério. E triste também. É impressionante como o politicamente correto pode virar um chato sem nem perceber. E não se trata de um caso isolado, vai ser uma lembrança do triste período que vivemos e estamos deixando para os nossos decendentes.
Peguei um mundo onde os Trapalhões faziam piadas de gays, pretos, nordestinos, carecas e branquelos sem o menor pudor. Todo mundo “sofria” e todo mundo ria. Cansei de assistir desenhos do Pernalonga atirando com espingarda, o pica-pau jogando facas, as paquitas de perna de fora, e comerciais com crianças cantando jingles inesquecíveis (como o do Danoninho). E “apesar” de tudo isso, acho que não me tornei um mal sujeito - pelo menos que eu saiba.
A classificação etária dos filmes e o bom senso dos pais por si só, já fazem um bom papel na educação do ser humano. A verdade é que a ansiedade de algumas pessoas em tentar consertar tudo, ou melhor, evitar o mal, estão deixando tudo mais chato…
Segue o trailer do filme pra vc sentir o nível de “perigo”que ele pode exercer sobre a sociedade:
Bem legal esse filme postado pelo Daniel da Hora no Uod, criado para a National Found for the Deaf pela DDB (Nova Zelândia).
Hoje quase sem querer, tropecei num clique no blog do Jairo Marques: ”
Assim como você“. Jairo é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999, é cadeirante e escreve muito bem. Os texto são divertidíssimos e o alto astral que ele carrega nas palavras é contagiante. Reproduzo o primeiro texto (sem autorização ainda), sobre a viagem dele, seu amigo fotógrafo Gaudério, uma cadeira de rodas e uma mesa de bilhar na Amazonia. Depois do “jump” tem o resto do texto:
Minha História com Gaudério
Vivi com o repórter-fotográfico Antônio Gaudério, um dos mais renomados do país e um tipo daqueles que é impossível ficar cinco minutos ao lado sem dar uma boa gargalhada, uma das minhas histórias de blog mais engraçadas.
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Uns adoraram, outros detestaram. A ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira inaugurada esse sábado promete causar mais discussão pronta que durante sua construção. Além da verba questionável destinada para a obra, esqueceram de um detalhe: ela não funciona para todos. Pedestres e ciclistas estão proibidos de transitar na bendita. Ora, até hoje para mim uma ponte era sinônimo de acessibilidade, ligação de dois lugares, dois povos, comunicação, conecção, passagem de pessoas,…e por último, se puder um cartão postal e não o contrário. Todo mundo sabe que pedestres e ciclistas não são prioridades na cidade de SP, mas mesmo depois de sucessivos recordes de trânsito e a poluição cada vez mais preocupante “esquecer” desse detalhe foi no mínimo estupidez.
Acho a ponte bonita (embora ache muito grande para o local, merecia ficar num lugar mais aberto), acho a ponte cara (o dinheiro poderia ser mais bem utilizado), mas achei a falta de passarela um absurdo.
Na inauguração, algumas pessoas aproveitaram para protestar. Foi sábado de manhã (adoraria ter ido, mas 9 da madrugada para mim não rola), dêem uma olhada no relato do Tiago (aqui), no convite do picnic dos Urbanistas (aqui) e no texto do Willian analisando alguns pontos da ponte (aqui). E o vídeo (CicloBr) abaixo, com imagens que a televisão não mostrou:
Ah, e ponte estaiada significa - para quem não sabe, como era o meu caso - ponte suspensa por cabos.
A ONG Instituto MetaSocial acabou de lançar seu comercial - criado pela Giovanni+DraftFCB - em defesa da inclusão social e profissional de pessoas portadoras de deficiência.
O comercial usou a mesma técnica de rotoscopia que o Tim Burton no filme “A fantástica fábrica de chocolate” pra deixar claro a diferença que as pessoas vêm em um portador de deficiência, veja o resultado:
O estacionamento do aeroporto de Guarulhos não é o mesmo de alguns anos atrás. Cada dia esta mais difícil encontrar vagas, quem diria então uma vaga perto do terminal. Mas isso não é problema para alguns “espertos” . Acabei tirando essa foto: um táxi (que não era de deficientes) e o outro carro vermelho (que também não era de deficiente pois eu vi os passageiros entrando) que resolveram mudar a vaga destinada a pessoas com deficiência, para pessoas com deficência de caráter.
Infelizmente o número de deficientes de caráter vêm crescendo. Comece a reparar nos estacionamentos dos shoppings, farmácias, supermercados….
O difícil é explicar o que passa na cabeça de um sujeito que faz isso?
Essa campanha é para falar do “27o. Jogos Nacionais dos Veteranos de Guerra de cadeira de rodas”, mas sem querer a agência Serve, Milwaukee (EUA) conseguiu uma das melhores campanhas anti-guerra. Imagine a quantidade de pessoas com deficiência por causa das malditas guerras. E isso só falando nos EUA, onde o pessoal já está na 27a. edição do campeonato.
Só faltou uma frase no final do anúncio: E aí quem quer se alistar para combater o “terror” no oriente?
School Zone (do designer Seungkyun Woo) pode-se dizer que é a evolução da faixa de pedestre, com uma série de novidades que prometem trazer mais segurança para o pedestre e para os motoristas.
Primeiro ela é dividida em partes, portanto serve em qualquer rua. Em segundo lugar, ela é mais alta e as crianças ficam mais visíveis aos motoristas. Essa altura elevada também vira uma lombada obrigando o motorista a reduzir. Sem falar que ainda acaba com o desnível da rua e a calçada ficando mais fácil para pessoas com deficiência.
Cada parte tem um sistema de iluminação por LEDs que além de direcionar o tráfego de pedestres ainda mostram quanto tempo resta para atravessar a rua.
Por enquanto ainda é projeto, mas tem tudo para ir pra rua principalmente numa cidade como SP, onde existem semáforos que só o Carl Lewis consegue atravessar.
Via.
A regra é clara. Segundo a lei 8.213/1991 (a Lei de Cotas), empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a contratar pessoas com deficiência, pelo menos 5% do total dos empregados. Não é novidade, a lei tem mais de 16 anos e por experiência pessoal posso dizer que muitas poucas empresas levam a sério. Bom, as Delegacias Regionais do Trabalho aumentaram a fiscalização e quem descumpre a lei está obrigado a pagar multa de 1.195 reais mensais por funcionário não contratado. Não deveria ser assim, mas a maioria das empresas dificilmente contrataria voluntariamente e por isso a lei se justifica.
É muito menos complicado do que parece. Essa matéria mostra exemplos bem sucedidos como a Riachuelo, a Editora Abril, Cummins… conseguiram lidar com a questão e ainda fala o que é necessário para cada caso, inclusive no que diz respeito a adaptações no prédio da empresa.
E aí a sua empresa faz a parte dela?
Uma ação bem legal em SP, ainda não vi pessoalmente mas algumas calçadas agora tem um pequeno lembrete para quem esqueceu que ali, pessoas com deficiencias não conseguem passar. Vejam as fotos (aqui e aqui).
Via Soninha.
Eu não conhecia, mas a Aardman Animations criadora do filme Fuga das Galinhas e do Wallace e Gromit tem uma série de animação na BBC muito legal com entrevista de animais sobre assuntos dos mais variados, de política até filosofia. Só isso já valeria um post, mas acabei conhecendo depois de ver uma notícia no Uol sobre o novo tema que a série vai abordar: pessoas com deficiência física. Não me lembro de nenhum desenho ou animação que tenha feito algo parecido. A animação é divertida e ao mesmo tempo passa um recado muito bacana. Cada um dos quatro curtas de animação termina com a mensagem: “Mude a maneira como você vê a deficiência”.
Abaixo segue uma matéria que eu encontrei, uma parte de um making of e mais um link com a série original: Creature Comforts (se você gostar procure no YouTube que tem uma porção de episódios).
Muito legal essa peça da School of Visual Arts (USA). Vai direto ao ponto. Só é uma pena que não tenha ido direto para as ruas. Pela imagem dá pra ver que ainda é um layout.
A Toyota acaba de criar a cadeira chamada i-Real. Funciona à bateria, tem 3 rodas, mais estabilidade, mais segurança que uma cadeira de rodas comum e tem grandes chances de vir a ser comercializada.
A roda traseira ainda pode se estender ou contrair para trazer mais estabilidade e uma velocidade maior, conforme a necessidade. Com a roda traseira contraída é possível também, fazer manobras em espaços reduzidos e aumentar um pouco a altura do ocupante. Só resta saber se esse sistema é mais eficiente que o de duas rodas (Segway) para começar a fabricação.


