De uns tempos pra cá eu ando reparando bastante nos motoristas que andam fazendo besteira no trânsito, e o culpado: o celular. O motorista nunca acha que “ele” falando no telefone pode ser problema, mas basta um pouquinho de distração para um acidente.
Adorei a campanha da Impact & Echo, BBDO (Kuwai) para a Red Carpet.
Os americanos podem ser alvos de muitas críticas, mas uma coisa é certa: o engajamento lá é mais forte que cá, de modo geral. Em questões ambientais, mais ainda. Agora, acompanhando a saudável moda de levar seu próprio mug pro Starbucks e sua sacolinha de pano até o super, a onda do momento é parar de servir garrafinhas de água em salas de reunião. A alternativa eco-cool é água filtrada, na Jarrona fashion e copos com logos da empresa. É um back to the basics, já que essa história de garrafinha é invencionice fashion européia. Nas universidades já existem “water-bottle free zones”. Saiba mais aqu
Nem tudo são rosas, contudo. Continuando o postabaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:
- Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
- As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo.
Não tem um dia sequer que eu saia de carro em São Paulo em que não veja alguém em outro carro jogar lixo na rua. E os carros são tanto de “pobre” quanto de “rico”. Uma vez vi um sujeito num Jaguar abrir o vidro e jogar um saquinho daqueles “pra” viagem do McDonald’s cheinho, indecente, saindo do Shopping Jardim Sul.
Eu tento todas as estratégias de reação: das agressivas (buzino, olho feio, uma vez gritei “seu porco!”, o que vai totalmente contra a minha índole) às gentis (como descer do meu carro, ir bater na janela do dito cujo e dizer “acho que isso caiu do seu carro”). Raramente vejo as pessoas constrangidas; elas ficam é bravas com a intromissão.
Por isso, pergunto à turma do Área 3: existe algum site em que a gente possa registrar as placas dos automóveis que sujam a cidade? O meu mais recente eu anotei, pensando neste post: era um Voyage branco, BHE 093_, num cruzamento da rodovia Raposo Tavares. Sei que parece meio big brother, nazistalinista, limitação das liberdades individuais etc., mas a liberdade individual também deve respeitar o coletivo, puxa vida. O cara desse Voyage que jogou papel na rua vai entupir o bueiro, causar enchente e fazer com que eu e mais milhares de pessoas demoremos duas horas a mais que o usual para chegar em casa ou no trabalho. E não vai levar nem uma multinha.
Talvez vocês se perguntem por que não fazer um site dedo-duro para pedestre também. Respondo: além de a identificação ser difícil operacionalmente, o pedestre ainda pode ter a desculpa de que não tem lixeira na rua ou de que ele não tem como carregar o lixo (quando, no carro, é só pendurar o saquinho de lixo no câmbio, né?). De qualquer modo, vejo mais lixo caindo de janela de carro que de mão de pedestre. O que vocês acham? Help!
Tom Lehrer era um sujeito a frente do seu tempo. Na década de 60 já falava sobre poluição e muita gente achava um exagero. Ainda bem que temos o YouTube para dar-lhe o devido crédito. O tema aqui em 2008, não poderia ser mais relevante.
E já que idéia boa é pra espalhar, mais um post do Daniel da Hora do Uod:
“A idéia é simples: associar as características de alguns animais do staff do zoológico Dazoo às pequenas ações do dia-a-dia, através das quais podemos ter uma relação mais consciente no consumo de tudo - energia, produtos, água, etc. Conta com um site, no qual existem cinco personagens (bichinhos) que vão sendo apresentados à medida em que navegamos no ambiente em 3D. Criativo e muito bem feito, com estética de videogame, misturado a desenhos handmade, o ambiente pode ser visto em 360 graus e possui física, o que possibilita arraste de mouse mais interativo. O ponto alto do projeto são os livros em pop-up virtual relacionados a cada personagem, que ampliam o entendimento da ação, além de serem verdadeiros eye candies para o público, eminentemente infantil. Sacada da McCann Ericksson do Japão.”
Mais um post devidamente copiado do Neto no Uod:
“W+K de Portand e Nike, com direção de Matt Smithson da Curious Pictures. The Girl Effect é mais do que um clip. É uma estratégia social. Inverstir nas meninas carentes, na adolescência. Isso pode mudar o futuro de comunidades inteiras.”
A propósito do PAS, o Programa Amazônia Sustentável, eu queria reproduzir um raciocínio que reflete a essência da gestão, que tem de gerenciar pessoas com interesses diversos cotidianamente (nem tô falando em democracia…). Seu autor é o professor Roberto Guimarães, da FGV-Ebape (Rio de Janeiro), que foi chefe da seção de análise e política social da divisão da ONU que cuida das perspectivas sociais do desenvolvimento e está envolvido no IHDP, International Human Dimensions Programme on Global Environmental Change, programa conjunto de várias instituições, incluindo a Universidade das Nações Unidas. Disse ele, em palestra na ExpoManagement 2007 (em novembro do ano passado):”Se reuníssemos vários representantes da sociedade ligados ao meio ambiente em uma sala e perguntássemos o que deveria ser feito para resolver o problema da Amazônia, o que aconteceria? O madeireiro consciente diria que é preciso plantar árvores –para cada árvore cortada, uma seria replantada. O ecologista diria que o problema não são só as árvores, mas todo o ecossistema, e que este deveria ser mantido intacto; a proposta dele seria cercar a Amazônia. Se o Chico Mendes estivesse na sala, ele perguntaria: Vocês sabem quantas pessoas vivem na Amazônia? São 23 milhões! Temos de dar condições de vida para esse povo –e sua solução seria criar uma reserva extrativista. Os indigenistas, por sua vez, diriam que a Amazônia tem a maior diversidade cultural do mundo em seus territórios indígenas, com populações que ainda tiveram pouco contato com a civilização, e que todos os de fora deveriam ser expulsos.” Quem será que estaria certo? A resposta, garantiu Guimarães, é “todos”. “Se aceitarmos uma única opinião, estamos endossando o ecofascismo. O conflito não significa que as pessoas estão em posições antagônicas, apenas que estão em posições distintas. Elas têm de se reunir e resolver juntas o problema.” (Ah! Vale a pena levar essa sabedoria, gestão pura, para os interesses contrários que você gerencia em sua empresa também. Não existem necessariamente o certo e o errado.) PS: Só pra deixar claro, respeito muuuuito a ministra Marina Silva.
O cara era “o cara”. Ele podia ser só o orgulho do país que já seria bastante. Mas não era o suficiente, acabou criando o Instituto Ayrton Senna e mais de 10 anos depois da sua morte continua dando orgulho para o país. Assista o comercial criado pela JWT (São Paulo):
Não é propriamente uma obra-prima, talvez porque todos os conselhos ali pareçam meio óbvios para quem já discutiu meia horinha sobre as causas do aquecimento. Mas o curta de Sam Arthur feito em animação, é bem feitinho e uma boa aula para iniciantes no assunto.
Livros são um mal necessário, e isso ninguém discorda. Mas a verdade é que algumas árvores podem ser economizadas (sem falar na água, no CO2, tinta… utilizados na produção) quando se compra um livro usado. O seu próximo companheiro de cabeceira pode estar te esperando num desses sebos on-line. Anote no seus favoritos pra consultar na próxima compra, agora você não tem nem desculpa de alergia a pó e traça.
Bazar das Palavras, Estante Virtual, Sebo 264, Sebo do Baú, Sebo do Messias e Traça.
Melodie Conrad, uma professora do ensino médio na Califórnina, recebeu o “Compassionate Teacher Award” do PETA por sua estratégia em sala de aula ao encorajar os alunos a tratarem bem todo tipo de inseto que adentrasse na sala. A idéia toda surgiu com a criação da função de monitor de insetos, no qual o respectivo aluno seria responsável por coletar o inseto e delicadamente colocá-lo para fora. As intenções da professora eram despertar um senso de respeito pela vida e um tipo de temperamento não-violento. Só me lembrei da cena de Bee Movie em que o Ken fica tentando matar o Barry e a Vanessa então o salva, colocando Barry para fora pela janela. Os desenhos animados também são uma ótima forma de despetar esse respeito das crianças pelos animais.
via Tree Hugger
Recebi agora uma corrente para divulgar a campanha Para Mim os Animais Importam, apoiando a Declaração Universal do Bem-Estar Animal (DUBEA), um acordo entre pessoas e nações reconhecendo que os animais são passíveis de sentir dor, de sofrer, e que suas necessidades de bem-estar devem ser respeitadas, acabando com todo tipo de ato cruel que possa existir contra eles. O Presidente da Costa Rica Oscar Arias, prêmio Nobel da Paz em 1987, foi o signatário de número um milhão, ato efetuado em uma celebração que ocorreu dia 5 de março. A intenção é alcançar 2 milhões de assinaturas em 2008 e, assim, chamar a atenção para que governos nacionais façam o mesmo e dêem seu apoio oficial à Declaração Universal. O foco no Brasil é atingir o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sr. Reinhold Stephanes, fazendo com que os animais importem para ele. É importante ressaltar que mais do que recolher uma assinatura, esse tipo de iniciativa busca fazer com que as pessoas assumam compromissos pessoais de melhorar o bem-estar animal em suas próprias vidas.
Bom se não forem as melhores estão perto. Faltam informações para saber o contexto de cada foto, mas quase todas já falam por si mesmo e extrapolam as mil palavras. Por exemplo essa ao lado, das crianças indo para escola.
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A biblioteca do congresso dos EUA entrou com o pé direito na internet. Fizeram uma parceria com o Flickr e disponibilizaram de cara 3 mil fotos de suas coleções (aqui). Tem fotos sensacionais, vale a pena dar uma espiada e guardar nos favoritos.
Já pensou se a moda pega e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro adere? E o Museu do Ipiranga? A cultura e o acervo dos museus poderiam ser acessado pelo Brasil todo. Isso sem falar que em época de roubo de museu, uma cópia de segurança na internet não seria uma má idéia.