Eu adorei o comercial da Anistia Internacional que ganhou Leão de Ouro em Cannes no ano passado (esse). E parece que não foi só eu pq os caras da TBWA (Paris) insitem na mesma fórmula mais uma vez. O comercial é lindo, mas pra quem já viu o primeiro não traz grandes novidades, só o estilo da ilustração mesmo.
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O festival publicitário de Cannes todo ano tem uma surpresa depois que acaba. Já teve campanha que foi criada para ganhar prêmios e o cliente não sabia; teve ano que criaram para um produto inventado; outro ano fizeram uma peça para o cliente de outra agência….
Mas nada se compara a repercurssão do caso desse ano. A TBWA de Paris criou uma campanha para a Anistia Internacional e faturou em Cannes esse ano, um Leão de Bronze. Até aí tudo bem, mas o escritório da ONG, em Londres, afirmou ter decidido não usar os anúncios por preferir adotar um foco mais positivo em sua campanha relativa aos Jogos Olímpicos.
Mesmo assim, a Anistia International permitiu à agência veicular a campanha uma vez para que ela pudesse ser inscrita no festival (prática muito utilizada no mundo todo para “esquentar” a peça).
O que a ONG não contava é com a repercurssão do prêmio. As peças ganharam a rede e rodaram fortemente por vários sites. E foi aí que os problemas começaram.
A campanha bate forte na questão do desrespeito aos direitos humanos na China, onde rolam as olímpiadas desse ano: “After the Olympic Games, the fight for human rights must go on” (Depois dos Jogos Olímpicos, a luta pelos direitos humanos deve continuar).
Na matéria do Wall Street Journal, Tom Carroll, presidente e CEO da TBWA Worldwide, pede desculpas pela inscrição da campanha em Cannes sem prévia aprovação ou conhecimento da cúpula da agência.
Enquanto isso na China, onde a agência possui uma filial a situação ficou mais complicada. A rede TBWA tem agência na China, o que torna a situação ainda mais delicada. Sem contar que a conta local da Adidas (patrocinadora dos jogos) é da agência.
Os blogs chineses começaram a sugerir o boicote a todos os trabalhos criados pela TBWA. Um blog foi mais longe: sugeriu que todos os chineses que trabalhassem para a agência pedissem demissão: “I suggest that all Chinese employees in TBWA resign from this company“.
Segundo o CCSP: “os consumidores na China levam a sério o boicote a marcas, personalidades ou seja o que for que tenha ‘ofendido sentimentos patrióticos’. Depois das manifestações contrárias à China em Paris, quando a Tocha Olímpica passou pela França, em abril, consumidores lançaram um boicote ao Carrefour, uma das maiores redes de supermercados presente na China.
Louis Vuitton e Christian Dior também receberam o mesmo tratamento depois que a atriz Sharon Stone sugeriu que o terremoto que atingiu a China era por causa do ”karma” criado em função da forma como o governo trata a população tibetana (relembre aqui)”.
Tirando a parte questionável de “esquentar” as peças para festival, me parece que os chineses deveriam boicotar o governo ao invés da agência. Afinal quem esta errado? O governo que faz essas atrocidades ou a agência que faz uma campanha para criticar tal? Aliás, a TBWA Paris não foi a única que fez essa crítica, a Saatchi&Saatchi da Slovakia tem anúncios bem parecidos. Outros esportes, outro layout, mas a mesma idéia.
Não foi mera coincidência, as torturas chinesas existem e parece que os chineses vão ter que boicotar muuuita gente se não quiserem ver a própria sujeira.
Veja os outros anúncios da confusão: aqui e aqui.
E aproveite pra ver os criados pela Saatchi&Saatchi: aqui, aqui e aqui.
O Neto lembrou bem desse vídeo que já passou pelo Uod há um tempinho e é bem legal: “Em Toronto, 1969, Jerry Levitan - então com apenas 14 anos - conseguiu com um gravador, arrancar esta histórica entrevista sobre a paz com John Lennon. 38 anos depois, o diretor Josh Raskin produziu esse motion com ilustrações de James Braithwaite e Alex Kurina. Genial.”
O assunto é pesado e o comercial não foi diferente. Espie o filme criado para a Amnesty International pela Walker (Londres):
Toda vez que eu vejo fotos de pobreza lembro da frase do Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo!”.
Confira aqui, as fotos do NY Times clicadas no Haiti, e veja se ele esta certo.
Confira o filme criado pela Rethink, Vancouver para YWCA. Outra idéia simples, custo zero e matadora.
Filme da agência RKCR/Y&R para Oxfam. O conceito “Be Humankind” intenta atingir aqueles que não se sentem mais capazes de fazer alguma diferença à pobreza no mundo, fazendo-os repensar. A apatia e descrença que grande parte das pessoas sofre hoje em dia é um agravante à situação em que vivemos.
Uns adoraram, outros detestaram. A ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira inaugurada esse sábado promete causar mais discussão pronta que durante sua construção. Além da verba questionável destinada para a obra, esqueceram de um detalhe: ela não funciona para todos. Pedestres e ciclistas estão proibidos de transitar na bendita. Ora, até hoje para mim uma ponte era sinônimo de acessibilidade, ligação de dois lugares, dois povos, comunicação, conecção, passagem de pessoas,…e por último, se puder um cartão postal e não o contrário. Todo mundo sabe que pedestres e ciclistas não são prioridades na cidade de SP, mas mesmo depois de sucessivos recordes de trânsito e a poluição cada vez mais preocupante “esquecer” desse detalhe foi no mínimo estupidez.
Acho a ponte bonita (embora ache muito grande para o local, merecia ficar num lugar mais aberto), acho a ponte cara (o dinheiro poderia ser mais bem utilizado), mas achei a falta de passarela um absurdo.
Na inauguração, algumas pessoas aproveitaram para protestar. Foi sábado de manhã (adoraria ter ido, mas 9 da madrugada para mim não rola), dêem uma olhada no relato do Tiago (aqui), no convite do picnic dos Urbanistas (aqui) e no texto do Willian analisando alguns pontos da ponte (aqui). E o vídeo (CicloBr) abaixo, com imagens que a televisão não mostrou:
Ah, e ponte estaiada significa - para quem não sabe, como era o meu caso - ponte suspensa por cabos.
Vi um post no Uod (lalai) que não tinha como não vir pro área3. O som dos caras que já é bom com um clipe pra fazer vc pensar. Pode-se dizer que é um comercial de 3 minutos. Olha o post:
“Não vi nada que fosse mais ou menos envolvendo Radiohead. A banda consegue ser foda sempre e em tudo que faz. É um dos meus grandes ícones e fonte de inspiração. É a banda que me emociona, que faz eu me arrepiar e tirar o chapéu para cada ação criativa que faz.
O Radiohead em conjunto com a MTV Exit (fim da exploração e tráfico) lançou o vídeo ALL I NEED, feito pela agência colman rasic carrasco, que novamente me deixou aqui sem fôlego e com mais expectativas ainda de vê-los ao vivo em 3 meses (e três vezes).”
Já não me lembro mais quantas campanhas eu já vi com fotos do Bush. Se não fossem feitas só para festivais de propaganda o presidente já estaria trilhardário, tanto pelos cachês quanto pelos processos. Essa campanha criada pela Contrapunto (Madrid) é outro exemplo, dessa vez com toda a turminha do mal virando vesguinhos. Ficou engraçado.
Putin (Rússia), Hu Jintao (China), Kim Jong-il (Coréia do Norte), Mugabe (Zimbabue) e Mahmoud Ahmadinejad (Irã).
Não sou padrão de consumidor, mal sei as lojas que existem nos shoppings aqui perto, mas não lembro de ter visto uma loja da Benetton em São Paulo há tempos. Lembro que já houve, mas nem sei se existe mais.
Enfim, a saudade é mais das campanhas do que da loja de fato (embora eu gostasse). Encontrei um link com uma coleção respeitável de anúncios pra marca. Quem lembra do barulho que as campanhas com as fotos do Toscanni fazia na época, com certeza vai lembrar de alguns anúncios. Cada peça é uma porrada no estômago, daquelas da gente pensar antes de virar a página. Clique aqui e divirta-se.
A ONG Instituto MetaSocial acabou de lançar seu comercial - criado pela Giovanni+DraftFCB - em defesa da inclusão social e profissional de pessoas portadoras de deficiência.
O comercial usou a mesma técnica de rotoscopia que o Tim Burton no filme “A fantástica fábrica de chocolate” pra deixar claro a diferença que as pessoas vêm em um portador de deficiência, veja o resultado:
Os milhões aplicados no Fundo de Combate à Pobreza ninguém sabe onde foi parar, com excessão de uma pequena parte que a jornalista Milena Andrade conseguiu rastrear. E não é que com um pouco de dinheiro e uma boa idéia 36 famílias em São José da Tapera estão conseguindo tirar o seu sustento?
O projeto de cultivos sustentável de pimentas, com o apoio da ONG Eco-Engenho, e ajuda do FunCred construiu o galpão onde hoje é feito o beneficiamento da pimenta. Não custa caro e seria um ótimo projeto para ser aplicado por todo o Brasil. Mas o apoio do governo parou por aí. E para outras famílias terem chance de participar do projeto replicado em outras localidades só contando com a sorte.
Foto de Esther Carvalho.
Via M.Corrente.
Melodie Conrad, uma professora do ensino médio na Califórnina, recebeu o “Compassionate Teacher Award” do PETA por sua estratégia em sala de aula ao encorajar os alunos a tratarem bem todo tipo de inseto que adentrasse na sala. A idéia toda surgiu com a criação da função de monitor de insetos, no qual o respectivo aluno seria responsável por coletar o inseto e delicadamente colocá-lo para fora. As intenções da professora eram despertar um senso de respeito pela vida e um tipo de temperamento não-violento. Só me lembrei da cena de Bee Movie em que o Ken fica tentando matar o Barry e a Vanessa então o salva, colocando Barry para fora pela janela. Os desenhos animados também são uma ótima forma de despetar esse respeito das crianças pelos animais.
via Tree Hugger
Todos os anos você dá aquela espiadinha na lista dos mais ricos do mundo e nada de seu nome ali. Chegou a sua hora de saber qual a sua posição no ranking, clique aqui e surpreenda-se.
Dica do Marcelo Kertesz do UoD.

