Arquivo para updates sobre 'política'

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Eu adorei o comercial da Anistia Internacional que ganhou Leão de Ouro em Cannes no ano passado (esse). E parece que não foi só eu pq os caras da TBWA (Paris) insitem na mesma fórmula mais uma vez. O comercial é lindo, mas pra quem já viu o primeiro não traz grandes novidades, só o estilo da ilustração mesmo.

6 anos de bicicletada essa sexta-feira

 Cada vez que eu recebo o convite pra participar da Bicicletada na última sexta-feira do mês, fico mais deprimido pq nunca consegui sair num horário decente pra participar.

Bom, mas se vc tem uma vida um pouquinho mais planejável e mora em SP, apareça essa sexta na Av. Paulista e ajude a engrossar o coro das bicicletas em SP. A Massa Crítica paulistana pedala mais uma vez para celebrar as cidades mais humanas. E pra lembrar aos políticos que a cidade pode sim ter outros meios de transporte não motorizados, só falta uma estrutura mais adequada.

Todos estão convidados. Para participar, basta aparecer munido de qualquer meio de transporte que não seja motorizado. Até quem não tem bicicleta ou não sabe pedalar participa. (apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada).

A concentração é às 18:00hs. Ás 20:00hs começa a pedalada em ritmo leve. Ninguém fica para trás e vai gente de todas as idades. E se chover (que aliás a cidade tá precisando) acontece do mesmo jeito.

Então vai lá, essa sexta, na Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440.:.  panfletos e cartazes para divulgação aqui; sobre a Praça do Ciclista; relatos e fotos de edições anteriores aqui.

Tks André Pasqualini.

Leão de Cannes X Tigre Asiático

O festival publicitário de Cannes todo ano tem uma surpresa depois que acaba. Já teve campanha que foi criada para ganhar prêmios e o cliente não sabia; teve ano que criaram para um produto inventado; outro ano fizeram uma peça para o cliente de outra agência….

Mas nada se compara a repercurssão do caso desse ano. A TBWA de Paris criou uma campanha para a Anistia Internacional e faturou em Cannes esse ano, um Leão de Bronze. Até aí tudo bem, mas o escritório da ONG, em Londres, afirmou ter decidido não usar os anúncios por preferir adotar um foco mais positivo em sua campanha relativa aos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, a Anistia International permitiu à agência veicular a campanha uma vez para que ela pudesse ser inscrita no festival (prática muito utilizada no mundo todo para “esquentar” a peça).

O que a ONG não contava é com a repercurssão do prêmio. As peças ganharam a rede e rodaram fortemente por vários sites. E foi aí que os problemas começaram.

A campanha bate forte na questão do desrespeito aos direitos humanos na China, onde rolam as olímpiadas desse ano: “After the Olympic Games, the fight for human rights must go on” (Depois dos Jogos Olímpicos, a luta pelos direitos humanos deve continuar).

Na matéria do Wall Street Journal, Tom Carroll, presidente e CEO da TBWA Worldwide, pede desculpas pela inscrição da campanha em Cannes sem prévia aprovação ou conhecimento da cúpula da agência.

Enquanto isso na China, onde a agência possui uma filial a situação ficou mais complicada. A rede TBWA tem agência na China, o que torna a situação ainda mais delicada. Sem contar que a conta local da Adidas (patrocinadora dos jogos) é da agência.

Os blogs chineses começaram a sugerir o boicote a todos os trabalhos criados pela TBWA. Um blog foi mais longe: sugeriu que todos os chineses que trabalhassem para a agência pedissem demissão: “I suggest that all Chinese employees in TBWA resign from this company“.

Segundo o CCSP: “os consumidores na China levam a sério o boicote a marcas, personalidades ou seja o que for que tenha ‘ofendido sentimentos patrióticos’. Depois das manifestações contrárias à China em Paris, quando a Tocha Olímpica passou pela França, em abril, consumidores lançaram um boicote ao Carrefour, uma das maiores redes de supermercados presente na China.

Louis Vuitton e Christian Dior também receberam o mesmo tratamento depois que a atriz Sharon Stone sugeriu que o terremoto que atingiu a China era por causa do ”karma” criado em função da forma como o governo trata a população tibetana (relembre aqui)”.

Tirando a parte questionável de “esquentar” as peças para festival, me parece que os chineses deveriam boicotar o governo ao invés da agência. Afinal quem esta errado? O governo que faz essas atrocidades ou a agência que faz uma campanha para criticar tal? Aliás, a TBWA Paris não foi a única que fez essa crítica, a Saatchi&Saatchi da Slovakia tem anúncios bem parecidos. Outros esportes, outro layout, mas a mesma idéia.

Não foi mera coincidência, as torturas chinesas existem e parece que os chineses vão ter que boicotar muuuita gente se não quiserem ver a própria sujeira.

Veja os outros anúncios da confusão: aqui e aqui.

E aproveite pra ver os criados pela Saatchi&Saatchi: aqui, aqui e aqui.

Bicicletas de Nothing Hill

Campanha Transport for London

Mais um post do Leandro Ogalha do Uod direto de Londres e aquela estranha sensação de que ainda falta muito pra gente chegar lá no primeiro mundo:

“Em Londres, muitas pessoas levam a serio o ato de andar de bike, e sao muito respeitadas e incentivadas a isso. Se o onibus ou o taxi estiver andando lentamente, tenha certeza que na frente tem um biker, e ele nao sera pressionado. Para se ter uma ideia, nos semaforos existe primeiro a faixa de pedestre, depois a dos ciclistas e por ultimo a dos carros.

A preocupacao do governo e nitida, tanto que considera a bicicleta um meio de transporte oficial. Nao por menos: Colabora com transito, desafoga o transporte publico, a populacao economiza (principalmente porque a regiao central e pedagiada para carros) e obviamente mantem a saude em alta.

Atualmente esta no ar uma campanha de midia exterior nas principais avenidas. Sao pecas de bike que remetem ao tema, como saude, transporte e o proprio skyline da cidade.”

Lei Seca, você é contra ou a favor?

“Um relatório oficial concluído na sexta-feira passada, com base em registros do Instituto Médico Legal, mostrou uma redução de 57% no número de mortes violentas ocorridas nos fins de semana na cidade de São Paulo desde a implantação da chamada “lei seca” -e aí se computa a queda não só dos acidentes de trânsito mas também dos assassinatos.”

É chato ter que pegar carona ou um táxi pra voltar pra casa depois de tomar um mísero chopp, mas pelo jeito esta dando certo. Sofro, mas sou a favor. E vc?

Entrevista do John Lennon

O Neto lembrou bem desse vídeo que já passou pelo Uod há um tempinho e é bem legal: “Em Toronto, 1969, Jerry Levitan - então com apenas 14 anos - conseguiu com um gravador, arrancar esta histórica entrevista sobre a paz com  John Lennon. 38 anos depois, o diretor Josh Raskin produziu esse motion com ilustrações de James Braithwaite e Alex Kurina. Genial.”

Campanha contra a nova CPMF

A rádio Eldorado esta com uma campanha para recolher assinaturas contra a tentativa do governo e de parlamentares de transformar a CPMF em uma nova alíquota, a CSS- Contribuição Social para a Saúde.

O novo imposto arrecadará cerca de R$10 bilhões para os “cofres” do governo.

Parece que 46% de impostos na energia elétrica, 36% para tomar um café, 40% no açúcar não são suficientes para o governo conter seus gastos. Se ainda fosse pro destino certo….

Ficou afim de exercer sua cidadania? Participe do abaixo-assinado contra a nova CPMF clicando aqui e se quiser ainda deixe um recadinho mal educado pros deputados e senadores.

Cannes de bike

A exemplo de muitas cidades na Europa, Cannes também tem seu projeto de bicicletas gratuitas. Ainda é tímido - essas da foto por exemplo estavam escondidinhas no estacionamento embaixo do Palais do Festival - mas pode-se dizer que existem. Não vi ninguém na cidade pedalando especificamente com essas, mas o que mais se via eram bikes pra cima e pra baixo por todos os lados, sendo que as preferidas eram as com cara mais vintage. Até a loja da Gucci tinha o seu modelo embora de gratuito não tinha nada.

Mas é preciso mecanizar a cultura de cana

1211.jpgNem tudo são rosas, contudo. Continuando o postabaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:

  • Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
  • As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo. 

Mais um aliado para o etanol

feb07_ethanol-s.jpgA honorável revista inglesa The Economist traz nesta edição semanal (que já está no site e chegará às bancas hoje também)  um artigo em que advoga o fim da tarifa protecionista “hipócrita” imposta pelos EUA à importação do etanol brasileiro feito de cana-de-açúcar (para uso como combustível). Ao afirmar que as críticas ao etanol são injustas, ela ressalta para quem desconhece geografia que as plantações de cana ficam bem longe da Amazônia. Seríissima, aEconomist é uma aliada e tanto nessa batalha brasileira pelo etanol no front internacional. E caso alguém ainda não tenha percebido, o etanol é um forte aliado da marca Brasil no front internacional, com potencial de impulsionar a internacionalização de muitos negócios brasileiros. Embora sejam longas, vale reproduzir aqui algumas das observações - acachapantes – do Roberto Rodrigues (ex-ministro de Agricultura do governo Lula, especialista de agronegócio da FGV) feitas à jornalista Lizandra Magon de Almeida, colaboradora de HSM Management, até porque “spreading the word” é fundamental nesse caso:

  • O potencial do Brasil nessa área é enorme: já usamos 44% de combustíveis renováveis, enquanto o mundo usa só 14%, segundo Rodrigues. “O Brasil poderia produzir 15% do combustível consumido no mundo em 15 anos, usando a terra e a tecnologia atual.” Ou seja, sem contar a tecnologia que está por vir pode até fazer dobrar esse índice. E sem contar que podemos nos dar ao luxo de aumentar em 7,5% a área plantada de cana no Brasil sem impactos ambientais.
  • Os mercados para o etanol precisam ser ativamente construídos, o que depende de leis. No Brasil, o Pró-Álcool só foi para frente quando se tornou obrigatória a mistura de 20% de álcool na gasolina. Os outros países vão ter de fazer leis similares.
  • A cultura de cana-de-açúcar não substituirá áreas destinadas à plantação de alimentos.  “Dos 62 milhões de hectares de terras agricultáveis existentes no Brasil, apenas 3,2 milhões, ou 5%, são adequados para a cana. O que existe no Brasil é uma quantidade muito grande de terras usadas para pastagem, 220 milhões de hectares –destes, 90 milhões poderiam ser aproveitados para agricultura, sendo que um quarto serviria para a cana”. Mesmo com o avanço da cultura da cana, a área destinada ao plantio de grãos (leia-se alimentos) pode aumentar 22% – e a produção de grãos, com tecnologia, 127%. (Ninguém pode proibir os agricultores de substituir alimentos por cana, mas eles não quererão isso, ver abaixo.)
  •  Os agricultores não preferirão substituir plantações de alimentos por cana. É claro que os agricultores sempre buscam as alternativas mais rentáveis, orientando suas decisões pela expectativa de aumento (ou queda) dos preços vis-a-vis a média de preços histórica de cada cultivo, mas os produtores não tendem a substituir grãos por cana; a substituição mais natural é de pastagens, laranja…Plantaram recentemente cana em regiões tradicionalmente produtoras de laranja, por exemplo, por conta da tendência de preços da laranja. Mas foi só a oferta de laranja diminuir que a fruta começou a ser plantada em outras áreas –inclusive no Paraná, que nunca teve tradição de laranja.
  • “É uma falácia antiga dizer que a cana empobrece o solo. Todo produto agrícola extrai nutrientes do solo e tem de ser usado adubo para repor esses nutrientes. A preservação do solo depende dessa reposição. A cana, ao contrário, é uma das culturas que mais deixa material orgânico no solo.

Marina colunista

marina-colunista.jpgMarina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre, ex-ministra do Meio Ambiente e mais recente colunista no meio Terra Magazine. Veja aqui seu texto de estréia.

Made in China

Nessa segunda o China Daiy publicou uma matéria bem preocupante para o povo chinês. Os últimos 50 anos foram responsáveis por nada mais nada menos que o desaparecimento de 50% do ecossistema costeiro. Cerca de 80% dos recifes de corais e manguezais simplesmente desapareceram da costa da chinesa que se estende-se por 18 mil km. Além disso, as águas dos rios Amarelo, Yangtze e Zhujiang também estão comprometidas.

Nos últimos 20 anos a economia marítima da China evoluiu num ritmo espantosamente rápido, e os recursos marinhos vêm sendo largamente explorados. O resultado disso você já sabe.

O desenvolvimento economico baseado na destruição (extrativismo) não é visível apenas com a poluição marítima, o ar vem sofrendo muito também. Para sustentar o ritmo do crescimento acelerado, a China precisou de muita energia. Hoje o país consome 2.322,72 TWh (Terawatt por hora) de energia termoelétrica, dos quais 63,4% vêm da queima de carvão!

Estatísticas mais recentes, porém não oficiais, de diferentes consultorias internacionais, chegam a sugerir que entre 70% e 80% da energia chinesa vem do carvão. Além de ser a maior exploradora de carvão, responsável por 46,2% da produção mundial, a China também é a que mais consome. A queima de carvão é a maior fonte de produção de CO2 do planeta, e a China é contribui com 18,8% de todas as emissões mundiais. A poluição do ar custa US$ 25 biliões de dólares a cada ano para a economia da China em gastos com saúde e perda de produtividade. A curto prazo o custo compensa, mas o planeta vai querer o troco.

Mais aqui.

Presidente dá uma olhada nesse vídeo

Dia do Meio Ambiente - parte 4

Confira a reportagem desse último final de semana do Fantástico. De um lado a imcopetência explícita do governo brasileiro em tomar conta da Amazonia. Do outro lado fica a ONG Cool Earth do empresário suéco Johan Eliasch, que comprou cerca de 1600 hectares na Amazônia (maior que a cidade de SP) e pelo que parece não esta fazendo o que a ONG promete. Na primeira parte do vídeo vc pensa que ele esta fazendo o bem, na segunda já fica bem estranha a história toda.

O pior é que o governo fica discutindo quem é e quem não é o dono da Amazônia e esquece que a resposta pra essa pergunta é simples: o dono é aquele que cuida.

via ecourbana

Meia Amazônia não

Sim, a Amazônia virou o assunto do momento. É que agora o problema ficou crítico, mas ainda dá pra gente tentar resolver. Clique aqui e participe da campanha do Greenpeace “Meia Amazônia não”. Basicamente é um cadastro que vc faz de um abaixo assinado para os deputados cairem na real. Dois minutinhos e vc já fez a sua parte. Pode parecer besteira mas esse pessoal precisa ver que tem mais gente interessado em preservar esse cantinho do planeta do que plantar cana, soja e criar gado.

tks Luciana.





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