
A nossa primeira contribuição para o Blog Action Day!
E essa é para deixar as gravadoras de cabelos em pé…
Um estudo realizado por pesquisadores das Universidade Carnegie Mellon, junto com o Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e a Universidade de Stanford, concluiu que se você quer ser sustentável também na hora de comprar música, o melhor é recorrer ao download.
Isso porque baixar um álbum via internet reduz as emissões do dióxido de carbono , gás que provoca o efeito estufa (uma das principais causas do aquecimento global), entre 40% e 80% em relação à forma menos poluente de se adquirir um CD em formato físico.
Para chegar nesse resultado, o estudo considerou fatores como o processo de fabricação e encarte dos discos, o combustível gasto pelo transporte até as lojas e a maneira como os clientes se deslocam até os locais de compra.
Por outro lado, foram também levados em conta a energia gasta pelo computador do cliente para baixar uma música, sobretudo se a geração de energia seja feita a partir de fontes sujas, como a queima do carvão em usinas termelétricas. Mesmo assim, o estudo conclui que a economia na emissão de carbono do processo de distribuição de música online, em relação ao modelo tradicional, compensa.
Para algumas pessoas no entanto, baixar as faixas da internet não substitui completamente a experiência de comprar o CD no formato físico, pois elas adquirem o álbum não só pelas músicas, mas também pela capa e o encarte com as letras. Mesmo que em algumas situações a arte gráfica do disco esteja disponível para download, esta opção pode não ser “satisfatória para alguns consumidores”. Para elas, o estudo recomenda a compra do disco pela internet, desde que sua entrega seja feita por um veículo leve (que consome pouco combustível).
Os cientistas reconhecem que outros aspectos também devem ser considerados, como o uso de CD players e tocadores de mp3 para ouvir as músicas, uma vez que esses equipamentos também liberam CO2 na sua produção e consomem energia. E a Apple, saindo na frente como sempre, publicou recentemente em seu site o impacto do ciclo de vida de cada um dos seus produtos no meio ambiente. Vale a pena conferir e chegar a uma conclusão sobre qual processo, no final das contas, é mais poluente.
Via