Arquivo para updates sobre 'tecnologia'

Cabelos oleosos

Absorvente natural de óleo do ar e da água, o cabelo funciona como uma esponja. Phillip McCrory do Alabama, cabelereiro entendido do assunto, partiu desse princípio para usar os fios na limpeza de manchas de óleos nos oceanos.

Testou em casa a teoria com os fios de cabelo da esposa e levou o projeto patenteado pra NASA que comprovou a tese. Desde então foi criado o programa Hair For Oil Spills destinado a coletar doações de cabelos de voluntários, barbeiros e cabelereiros e transformá-los em “cobertores” pra limpar os oceanos. Esses cobertores de cabelos no final é que ajudam a retirar o óleo da água.

Depois de utilizados, os cobertores ensopados de óleo ainda ganham uma segunda chance. Descobriram que se cultivassem cogumelos nesses cobertores, depois de 12 semanas esses voltavam a ficar limpos e desentoxicados para utilização novamente.

E aí quer doar alguns fios? Clique aqui e transforme seus cabelos, em cabelos de anjo.

Mais informações aqui.

Estrada verde vai eliminar poluentes dos veículos

Desenvolvido por japoneses e construido por holandeses, a Estrada Verde na cidade de Hengelo (Holanda) promete ser a primeira pavimentada com um concreto capaz de eliminar da atmosfera a poluição emitida pelos veículos que trafegam por ela.

O concreto contém um aditivo capaz de capturar as partículas de óxidos de nitrogênio (um dos gases poluentes emitidos mais donosos) emitidas pelos escapamentos dos carros e caminhões e responsável pela chuva ácida. (Mais detalhes aqui ou aqui).
As obras deverão terminar até o final de 2008. Acho que se ficar esburacada rápido a gente pode ter esperanças de chegar aqui no Brasil.

Tks Luís Henrique.

Nokia, WWF e o panda vermelho do Nepal

Nokia e WWF são parceiros desde 2003. Parte da estratégia da empresa de aumentar a consciência ambiental dos empregados e consumidores.

No mês de julho, eles lançaram o aparelho N96, que além de algumas novidades tecnológicas, tinha o objetivo de arrecadar fundos para a proteção dos ursos pandas vermelhos do Nepal. Criaram uma edição limitada do aparelho no site, (96 unidades) numeradas e embaladas em seda. Dentro de uma caixa de madeira junto de um cartão de 8GB.

Para adquirir um desses celulares, o consumidor tinha duas chances: participar de um sorteio depois de assistir a todos os videoclipes do site acertando uma pergunta ao final ou, podia conseguir um modelito doando 759 euros para a fundação.

Pra falar bem a verdade, eu não gosto nada de celulares, a estratégia pra mim não é nada demais, mas em compensação o site é bem bonito e o panda vermelho do Nepal - que eu não conhecia - mereceram o post.

Vampiros. Na sua casa tem.

Quantos vampiros você tem em casa? Energia vampira é aquela consumida por aparelhos que não estão em uso, mas continuam chupando energia pela tomada, só por estarem plugados na parede. Eu comecei a contar aqui em casa, mas fiquei com preguiça e vergonha de tanto desperdício. Conte na sua e abra o seu coração nos comentários.

O maior painel solar de teto do mundo, quiçá do universo

Seria impossível imaginar que o maior painel solar do mundo fosse construído numa fábrica de automóveis há alguns anos atrás. Você provavelmente confundiria no máximo com o maior teto solar do mundo mas a GM promete surpreender a todos em setembro na filial em Zaragoza (Espanha).

A few years ago, if you were to say that the largest rooftop solar panel was going to be installed in a car manufacturing plant we’d probably say that you were, well, bonkers. If you had mentioned that not only would this be true, but that it would be installed in the roof of a General Motors plant, we’d have gladly tried to sell you a bridge. Surprisingly though you’d have been correct. Last week General Motors announced that its Zaragoza plant in Spain will be fitted with the world’s largest rooftop solar power station.

A General Motors nos EUA já possuem hoje, duas das maiores usinas de energia solar do país. Mas essas ainda são pequenas perto dos 85.000 painéis solares no teto da fábrica na Espanha que vão gerar mais de 10 megawatts (equivalente a energia para 4.600 casas). Essa energia toda será administrada pelas empresas: Veolia Environment e Clairvoyant Energy.

Que venham outros exemplos…

Bike corta-grama

Imagina vc acoplar um corta-grama desses na sua bicicleta e acabar com aquele barulho infernal dos cortadores e ainda fazer um exercício. Com um desses agora só polui o ar quem esquecer de passar desodorante.

Infelizmente o cara do flickr não sabe nada mais a respeito da invenção, quem descobrir alguma coisa, mande por favor.

Mas é preciso mecanizar a cultura de cana

1211.jpgNem tudo são rosas, contudo. Continuando o postabaixo, Roberto Rodrigues (foto) alertou para a necessidade de mecanizar a cultura de cana, um debate que eu ainda não vi muito por aí. Vocês viram? Ele diz:

  • Em São Paulo, há um movimento forte para terminar de vez com o corte de cana manual, que é considerado um trabalho desumano, pelas péssimas condições que oferece aos cortadores de cana, os bóias-frias. Mas há outra corrente, liderada pelos próprios trabalhadores, que não quer a mecanização em função do desemprego que seria causado. “Os dois lados têm sua razão e acho que a eliminação tem de ir acontecendo na medida do possível, com modelos de substituição de mão-de-obra.” Rodrigues contou está trabalhando com o governo estadual para criar um financiamento para a reciclagem dos trabalhadores e sua capacitação para plantio de produtos de alto valor agregado, como frutas, flores, seringueiras e orgânicos. Precisa fazer isso no País todo.
  • As queimadas típicas da colheita manual da cultura de cana emitem mesmo gases de efeito estufa (faz-se queimada porque a folha da cana crua tem sílica, que corta os trabalhadores, e para afastar cobras). Isso torna a mecanização ainda mais desejável. Contudo, a queimada não agride tanto o solo quanto diz a lenda; estudos descobriram que a queima é tão rápida que não chega a mudar a temperatura a ponto de comprometer os microorganismos do solo. 

33 dias e já esta de volta às prateleiras

Cada brasileiro consome em média 54 latinhas por ano. Já é possível que uma lata de bebida seja colocada na prateleira do supermercado, vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada, vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 33 dias. Via Cempre.

Vale quanto pesa

Recycle Bank

Esse post eu vi no blog da Young e acabei raptando pro área3:

“O Recycle Bank parece ter encontrado a solução: distribuiu às famílias containers com chips. Estes chips transformam o peso do material a ser reciclado em pontos. Estes pontos podem ser trocados por produtos e prêmios. A empresa também espalhou quiosques em universidades e pelas cidades dos Estados Unidos que utilizam o mesmo sistema.

A iniciativa foi tão bem sucedida que começou na Philadelphia em 2005 e agora já funciona em boa parte dos EUA.”

Prenderam os Flintstones na Bélgica

Ontem, não foi só aqui no Brasil que o Greenpeace resolveu colocar as manguinhas de fora.

Ativistas vestidos de Flintstones (com carro e tudo) deram uma passadinha na frente do Parlamento Europeu (em Bruxelas, Bélgica) para entregar uma tábua de pedra com os logos das principais montadoras européias Volkswagen, BMW e Mercedes e com a mensagema “Driving Climate Change.”

Segundo o Greenpeace, a indústria ainda esta na era dos dinossauros, construíndo carros mais rápidos e mais poluentes.

Veja mais fotos do Fred, da Wilma, do Barney e da Betty aqui.

Recordistas sem querer

A reciclagem movimenta R$ 7 bi anualmente no Brasil. Na média, cada brasileiro produz diariamente 6 kg de lixo.

Bom, com certeza você já escutou que somos o país que mais recicla alumínio no mundo (96%). Esse recorde infelizmente não é mérito da consciência dos brasileiros, e sim da pobreza.

Segundo o Cempre há no país cerca de 500 mil catadores de papéis, metais, plásticos e vidros. Muitos ficaram desempregados nos últimos 6 anos. Em geral, têm pouca instrução e são os primeiros dispensados quando as empresas decidem demitir.

Por exemplo o seu Silva, teve seu último emprego, há 10 anos, em uma tecelagem, e rendia cerca de R$ 700. Demitido, passou mais de um ano à procura de um trabalho registrado até decidir comprar um cavalo e uma carroça e recolher sucata em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo). Migrou para a região da Sé, em 99, influenciado pela irmã mais velha. Maria Lúcia, ex-faxineira, que estava na região há 9 anos como catadora. Ela ganhava 4x mais que o ex-metalúrgico. “Quando vim para o centro tinha muito material disponível e pouco carroceiro”, diz Silva. Hoje, na área que atua, concorre com outros seis carroceiros. Ele e a mulher ganham juntos R$ 600 por mês.

Um dos principais vilões dos preços é o dólar. Como a sucata é commodity e com o real mais forte, os recicláveis brasileiros ficaram caros para compradores internacionais. Matérias-primas virgens (plástico, ferro e papéis não oriundos de reciclagem) tornaram-se mais atraentes para as empresas do Brasil e do exterior. Diminui a procura pela sucata, cai o preço. Cai a reciclagem. A gangorra de preços torna inviável qualquer projeto de coleta minimamente formalizado. E como se não bastasse, o aumento de carroceiros nas ruas ajuda ainda mais a reduzir o valor desses resíduos.

Juntando tudo isso dá pra entender o por quê do nosso recorde, e visualizar a chance de “aproveitar” essa nossa vantagem competitiva: a miséria.

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) faz cotações e tem um monte de informações de reciclagem no país. Mais informações aqui e aqui.

Se eu fosse o Steve estaria preocupado

Outro vídeozinho do Greenpeace, dessa vez alfinetando Steve Jobs e seus iphones. Se eu falar mais estraga:

Verdômetro

Samsung e Toshiba lideram a lista dos produtos eletrônicos mais “verdes” do mundo. A Nokia acabou em 3o. lugar na lista por ter recebido uma ‘punição’ devido à inconsistência de seu programa global de reciclagem (muitos países ele inexiste). Na lanterna da lista desde 2006 está a Nintendo que não mostrou até hoje nem sinal de querer mudar. Ela devia saber que depois de algum tempo sem ganhar pontos é Game Over.

O Guia das empresas verdes é um jeito de forçar as indústrias de eletrônicos a levarem a sério o problema do lixo produzido (principalmente produtos tóxicos). Desde da primeira vez em 2006, muitos fabricantes de eletrônicos melhoraram suas políticas e práticas ambientais. O ranking já teve 4 líderes diferentes e a média de pontos aumentou bastante desde então. Mais um sinal de que as empresas estão competindo e criando maneiras de melhorar sua sustentabilidade.

Mais informações aqui.

Garrafas pet viram lâmpadas de 40w no Brasil

Mais uma daquelas invenções simples e geniais. Dessa vez veio do interior do Brasil, de Uberaba. Graças ao apagão seu Alfredo criou lâmpadas de 40, 60 watts usando apenas garrafas pet (aquelas de 2 litros de plástico), água e água sanitária. Perfeitas para casas mais simples, mal iluminadas e com poucas janelas. Se o ícone de boa idéia até hoje era a lâmpada, agora virou uma garrafa:

tks Wolf.

Os kite ships já existem há séculos, mas eram um pouquinho diferentes

Os portugueses atravessaram o Atlântico num barco à vela para descobrir o Brasil. Cinco séculos depois, os Alemães cruzam o Atlântico para descobrir um barco à vela.

O navio saiu da Venezuela, em direção a Bremen, com um sistema de paragliders gigantes (160m2) capazes de puxar um cargueiro gigante. Com vento de popa (aquele que vêm da parte de trás do navio) o consumo de combustível caí de 10 a 30%, resultado: menos emissões de CO2. A viagem ainda era um teste, mas provou que o Cabral sabia há tempos, é possível atravessar oceanos carregando cargas com a ajuda do vento. Parece que o povo esqueceu em algum momento da humanidade em que o petróleo ficou mais barato e agora com a necessidade de diminuir as emissões de gases, voltaremos a ver velas cruzando os mares.

Assista os dois primeiros minutos do filme (o resto são testes de outros barcos) e veja como funciona o kite ship.





Close
E-mail It