Cada vez que eu recebo o convite pra participar da Bicicletada na última sexta-feira do mês, fico mais deprimido pq nunca consegui sair num horário decente pra participar.
Bom, mas se vc tem uma vida um pouquinho mais planejável e mora em SP, apareça essa sexta na Av. Paulista e ajude a engrossar o coro das bicicletas em SP. A Massa Crítica paulistana pedala mais uma vez para celebrar as cidades mais humanas. E pra lembrar aos políticos que a cidade pode sim ter outros meios de transporte não motorizados, só falta uma estrutura mais adequada.
Todos estão convidados. Para participar, basta aparecer munido de qualquer meio de transporte que não seja motorizado. Até quem não tem bicicleta ou não sabe pedalar participa. (apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada).
A concentração é às 18:00hs. Ás 20:00hs começa a pedalada em ritmo leve. Ninguém fica para trás e vai gente de todas as idades. E se chover (que aliás a cidade tá precisando) acontece do mesmo jeito.
Então vai lá, essa sexta, na Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440.:. panfletos e cartazes para divulgação aqui; sobre a Praça do Ciclista; relatos e fotos de edições anteriores aqui.
Tks André Pasqualini.

Mais um post do Leandro Ogalha do Uod direto de Londres e aquela estranha sensação de que ainda falta muito pra gente chegar lá no primeiro mundo:
“Em Londres, muitas pessoas levam a serio o ato de andar de bike, e sao muito respeitadas e incentivadas a isso. Se o onibus ou o taxi estiver andando lentamente, tenha certeza que na frente tem um biker, e ele nao sera pressionado. Para se ter uma ideia, nos semaforos existe primeiro a faixa de pedestre, depois a dos ciclistas e por ultimo a dos carros.
A preocupacao do governo e nitida, tanto que considera a bicicleta um meio de transporte oficial. Nao por menos: Colabora com transito, desafoga o transporte publico, a populacao economiza (principalmente porque a regiao central e pedagiada para carros) e obviamente mantem a saude em alta.
Atualmente esta no ar uma campanha de midia exterior nas principais avenidas. Sao pecas de bike que remetem ao tema, como saude, transporte e o proprio skyline da cidade.”
“Um relatório oficial concluído na sexta-feira passada, com base em registros do Instituto Médico Legal, mostrou uma redução de 57% no número de mortes violentas ocorridas nos fins de semana na cidade de São Paulo desde a implantação da chamada “lei seca” -e aí se computa a queda não só dos acidentes de trânsito mas também dos assassinatos.”
É chato ter que pegar carona ou um táxi pra voltar pra casa depois de tomar um mísero chopp, mas pelo jeito esta dando certo. Sofro, mas sou a favor. E vc?
Lisboa é a capital de Portugal e também conhecida como a cidade das sete colinas. De fato a cidade é uma exceção comparada as capitais européias. Além de ser uma das únicas (senão a única) contruída nos morros também é uma das únicas que ainda não adotou a bicicleta como meio viável de transporte. Culpa até agora atribuída as subidas e descidas na cidade.
Mas o engenheiro Paulo Guerra dos Santos pretende acabar com esse mito e através da sua tese de mestrador provar que bicicleta além de viável é muitas vezes a melhor opção no transporte em Lisboa. Dá uma olhada na reportagem do canal português:
via apocalipse.
Hoje quase sem querer, tropecei num clique no blog do Jairo Marques: ”
Assim como você“. Jairo é formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em jornalismo-social pela PUC-SP. Trabalha na Folha desde 1999, é cadeirante e escreve muito bem. Os texto são divertidíssimos e o alto astral que ele carrega nas palavras é contagiante. Reproduzo o primeiro texto (sem autorização ainda), sobre a viagem dele, seu amigo fotógrafo Gaudério, uma cadeira de rodas e uma mesa de bilhar na Amazonia. Depois do “jump” tem o resto do texto:
Minha História com Gaudério
Vivi com o repórter-fotográfico Antônio Gaudério, um dos mais renomados do país e um tipo daqueles que é impossível ficar cinco minutos ao lado sem dar uma boa gargalhada, uma das minhas histórias de blog mais engraçadas.
Continue reading ‘Jairo Marques: feliz descoberta’

Post devidamente chupado do Leandro Ogalha no Uod para o área3: “Aqui em Londres, nos jardins do Tate Britain Museum, está acontecendo uma intervencão artística bem inusitada. Foram instalados diversos microfones altamente sensíveis nas árvores e fones de ouvido pendurados em seus galhos. Todos os visitantes do museu não hesitam em se aproximar. Além da estética atraente, os fones que descem de seus galhos emitem o “som da árvore”. Obviamente que são apenas ruídos, mas com o passar dos minutos você começa a acreditar que a natureza tem algo a falar. Uma forma de conscientizar atraves da arte.”
De uns tempos pra cá eu ando reparando bastante nos motoristas que andam fazendo besteira no trânsito, e o culpado: o celular. O motorista nunca acha que “ele” falando no telefone pode ser problema, mas basta um pouquinho de distração para um acidente.
Adorei a campanha da Impact & Echo, BBDO (Kuwai) para a Red Carpet.
Anúncio criado para a Associação Nacional dos Bombeiros da França pela Euro RSCG (Paris).
A exemplo de muitas cidades na Europa, Cannes também tem seu projeto de bicicletas gratuitas. Ainda é tímido - essas da foto por exemplo estavam escondidinhas no estacionamento embaixo do Palais do Festival - mas pode-se dizer que existem. Não vi ninguém na cidade pedalando especificamente com essas, mas o que mais se via eram bikes pra cima e pra baixo por todos os lados, sendo que as preferidas eram as com cara mais vintage. Até a loja da Gucci tinha o seu modelo embora de gratuito não tinha nada.
Não tem um dia sequer que eu saia de carro em São Paulo em que não veja alguém em outro carro jogar lixo na rua. E os carros são tanto de “pobre” quanto de “rico”. Uma vez vi um sujeito num Jaguar abrir o vidro e jogar um saquinho daqueles “pra” viagem do McDonald’s cheinho, indecente, saindo do Shopping Jardim Sul.
Eu tento todas as estratégias de reação: das agressivas (buzino, olho feio, uma vez gritei “seu porco!”, o que vai totalmente contra a minha índole) às gentis (como descer do meu carro, ir bater na janela do dito cujo e dizer “acho que isso caiu do seu carro”). Raramente vejo as pessoas constrangidas; elas ficam é bravas com a intromissão.
Por isso, pergunto à turma do Área 3: existe algum site em que a gente possa registrar as placas dos automóveis que sujam a cidade? O meu mais recente eu anotei, pensando neste post: era um Voyage branco, BHE 093_, num cruzamento da rodovia Raposo Tavares. Sei que parece meio big brother, nazistalinista, limitação das liberdades individuais etc., mas a liberdade individual também deve respeitar o coletivo, puxa vida. O cara desse Voyage que jogou papel na rua vai entupir o bueiro, causar enchente e fazer com que eu e mais milhares de pessoas demoremos duas horas a mais que o usual para chegar em casa ou no trabalho. E não vai levar nem uma multinha.
Talvez vocês se perguntem por que não fazer um site dedo-duro para pedestre também. Respondo: além de a identificação ser difícil operacionalmente, o pedestre ainda pode ter a desculpa de que não tem lixeira na rua ou de que ele não tem como carregar o lixo (quando, no carro, é só pendurar o saquinho de lixo no câmbio, né?). De qualquer modo, vejo mais lixo caindo de janela de carro que de mão de pedestre. O que vocês acham? Help!

Post do Wagner no Uod:
Uma bicicleta que solta bolhas de sabão, como se fosse fumacinha de desenho animado. Legal, né?
Espere então eu te contar que, misturado na água e sabão, também vão sementinhas de flores. Assim é a Bloom (peddling Green), da Society Creative.
Flower power hippie-chic.
[via]
Toda vez que eu vejo fotos de pobreza lembro da frase do Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo!”.
Confira aqui, as fotos do NY Times clicadas no Haiti, e veja se ele esta certo.
Juntei um monte de fontes consegui uma média do que se paga para o material que vai ser reciclado. Em outras palavras o que motiva os catadores nas cidades, no caso, em São Paulo:
EPS (isopor) - R$ 0,40/kg
Alumínio - R$ 3,40/kg - equivalente a 75 latinhas
PET - R$ 1,20/kg (já caiu para 40 centavos em set/05)
Óleo de carro - R$ 0,10/litro. Esse pagamento não é destinado ao posto, mas sim ao frentista ou ao funcionário responsável pelas trocas.
Embalagens Longa Vida - R$ 0,33/kg
Jornal - R$ 1,70 a 0,90/kg
Ferro - R$ 0,20/kg
Embalagens de amaciantes de roupa e xampus (daquelas coloridas) variam de R$ 0,30/kg a 0,50kg.
Mais aqui.
Eu bem que gostaria de reclamar como os novaiorquinos de motoristas parando em cima das ciclovias. Mas pela falta delas a gente tem que se contentar só com os motoristas mal educados mesmo:
Sempre ouvi que isopor não se reciclava. Olhei até uns livros aqui em casa que confirmaram. Mas hoje li uma matéria que mostrou que não só é possível como já tem gente que faz.
O isopor em muitos casos é quase que insubstituível e associado a um número cada vez maior de hábitos de consumo: das bandejas de frios e açougues às embalagens de proteção e até peças da construção civil. A notícia dá até um alívio, mas não tira a necessidade de evitar o consumo de isopor.
Metade da produção nacional de isopor é usada na construção e fica incorporada à obra, o restante (aqueles utilizados pelas pessoas) pode ser 100% reciclado evitando que eles acabem flutuando nos rios, entupindo bocas-de-lobo ou sobrecarregando os aterros sanitários.
A Coopervivabem começou a recolher e a vender o EPS (poliestireno expandido ou isopor) em janeiro de 2007 e hoje funciona como um ponto de coleta para as outras cooperativas de reciclagem da cidade. Compra-se o produto sujo, faz a remoção de fitas adesivas, papéis, grampos e outros materiais e o revende. Atualmente, a média recolhida na cooperativa é de 4.273 kg/mês.
Para saber onde deixar o EPS na sua cidade ou bairro, entre no site da Abrapex. Aí é só levar pra reciclar e senão tiver um lugar específico, coloquem junto com os plásticos e reze.