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Não é difícil encarar

A jornalista Claudia Matarazzo com a ajuda da vereadora Mara Gabrilli lançou o livro “Vai encarar? A nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”.  Tratando de acessebilidade, o texto está em audiobook e aproveitei uma viagem para ir escutando o que se tem a dizer sobre essa gente tão batalhadora, especial e que ou solenemente ignoramos ou exageremos na atenção e cometamos as maiores gafes possíveis. Claudia vem nos ajudar neste quesito e vou listar aqui algumas  dicas que achei simples e que com certeza, já fizemos na maior boa vontade:
1 - A cadeira do deficiente é a extensão de seu corpo e por isso, não pode virar cabide de nossas coisas. O que vai com ele é só dele. E jamais saia empurrando de um lugar para outro sem pedir a permissão do dono. Ele quem decide se quer ou não se movimentar.
2 - Em rodas de conversas onde estão cadeirantes e ou anãos, o ideal é que todos sentem. Cinco minutos de papo com metade do grupo em pé traz um desconforto sem fim ao pescoço destas pessoas.
3 - Geralmente os cadeirantes estão com um enfermeiro e/ou acompanhante. Trate-o muito bem. Eles, em sua maioria, são bem discretos e não farão parte da conversa, mas se for uma festa , deve ser servido comida e bebida e este papel cabe diretamente a anfitriã.
4 - Tenha sempre em sua casa, escritório, loja, uma plataforma plástica destas compradas em lojas de construção que a gente usa para as crianças, em local perto de pias e armários. Isso ajuda muito pessoas de baixa estatura se virarem com os nossos móveis altos.
5 - Aliás se estiver comprando uma casa e/ou reformando, procure se inteirar sobre o desenho universal. Ele garante a acessibilidade de todos em todos os lugares. Tem coisas bem simples de fazer como baixar a altura do interruptor de luz e aumentar o da tomada.
6 - Se for conversar com um surdo, lembre-se de ficar sempre em frente da pessoa e fale mais devagar. Geralmente, elas conseguem ler seus lábios e isso facilita a comunicação.
7 - O cão guia costuma ser um lindo labrador e dá uma vontade imensa de fazer um carinho nele. Esqueça. Isso representa que ele pode descansar e nem sempre é o caso.
8 - Por fim, evite aconselhar as crianças a não perguntar ou incomodar as pessoas com deficiência. Criança é sempre muito espontânea e ficar “encarando”  o outro sem se aproximar é pior do que mostrar interesse pelo o que aconteceu e como lida com este problema.

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