
Lendo esse ótimo post do André Felipe no Update, encontrei o link para um texto do Eduardo Wagner, do blog Idealismo de Buteco, que achei interessante divulgar aqui no A3. A reportagem fala sobre à existência de um lixão de plástico flutuando no Oceano Pacífico, que já é considerado a MAIOR CONCENTRAÇÃO DE LIXO DO MUNDO. Com mais de 1000 km de extensão, essa “bolha de plástico” extende-se a partir da costa da California, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de até 10 metros. O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa a mancha há mais de 15 anos, compara-a a uma entidade viva, um grande animal se movimentando pelo oceano, que quando passa perto do continente, cobre o litoral de lixo (nada mais justo, afinal).
Falando em animal, é fácil de imaginar o impacto desse lixão na vida dos seres marinhos, e daqueles que dependem do mar para sobreviver, como as aves. Segundo o PNUMA, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, mais de 1 milhão de aves marinhas morrem todo ano por causa do plástico nos oceanos.
Infelizmente, o plástico, considerado uma das maiores invenções do século passado, e que está presente em quase todos os objetos de nosso cotidiano, é um material que demora mais de 100 anos para se decompor. Alternativas como o plástico biodegradável podem ajudar, mas não resolverão o problema por inteiro. A questão principal continuará, por muitos anos, a ser: o que fazer com o que já foi produzido? Será que os três “R’s” (reduzir, reutilizar e reciclar) darão conta do recado?

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