Dia Mundial sem Carro - Verdade seja dita

Meu sábado, claro, foi sem carro. Uma volta pela cidade de bicicleta até o parque do Ibirapuera, um almoço no restaurante indiano e à noite uma tentativa frustrada de tomar cerveja na Vila Madalena.

Bom, tanto o restaurante do almoço, quanto o bar à noite, não tinham o menor preparo para receber ciclistas. No restaurante eu ainda consegui deixar a magrela no estacionamento. A Vila Madalena estava insuportávelmente lotada de carros e pessoas por todos os lados. Simplesmente nenhum estacionamento, bar ou coisa parecida deixaram eu parar a bicicleta. Tanto que desisti e voltei pedalando pra casa. Mesmo assim fiquei orgulhoso de ter feito a minha parte.

Me chateou um pouco os jornais e algumas pessoas no domingo e na segunda-feira comentando o sábado que não pegou (segundo eles). Não sei se era chatice minha, mas tiveram algumas pessoas que pareceram até que, estavam felizes de dizer que o dia mundial sem carro não foi um sucesso.

O que mais escutei foi que no sábado a cidade estava com trânsito. Sim, a cidade estava com trânsito. Agora, não era de se esperar outra coisa. Mais de 6 avenidas importantes em SP (inclusive o minhocão) estavam fechadas. Além da bicicletada na Paulista e outros eventos. Experimente fechar essas avenidas durante um dia normal. O trânsito foi muito mais por isso do que qualquer outra coisa. Minha estimativa é que 90% da população não deram a mínima para o “evento”, mas não fiquei surpreso, 10% já foi um sucesso. O importante mesmo é que foi plantada a sementinha. Quem aderiu fez a sua parte, no ano que vai ter mais gente e um dia quem sabe, o dia sem Carro vira semanal como acontece já em Bogotá.

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