Gostei bastante do post do Neto no Uod, pra quem não viu, abaixo ele na íntegra:
Recentemente, a nossa “inteligência cultural” e a nossa imprensa, trocaram de alvo e ao invés de atacarem o Governo, um alvo tangível e culpado de plantão na era FHC, passaram a atirar suas pedras numa entidade subjetiva e genérica, chamada de “as elites”. Uma pena, porque se a culpa de todos os males é distribuída por uma classe social inteira, a chance de mudar o país é bem menor. Com um governo de esquerda (lembra? O Lula é de esquerda!), era de se esperar que “as elites” tivessem a culpa de todos os males. Eu mesmo acho que muitas dessas elites, as cansadas, são mesmo mais parte do problema do que da solução. O fato é que esse é um país de muitas elites. Algumas delas realmente acham que mudar a distribuição de renda se faz por decreto, e enquanto isso, prefere blindar o carro. O Gabeira disse que só existe um jeito de acabar com a violência: dando dinheiro para o povo. Isso, dito assim, de qualquer jeito, parece besteira. Mas não é. Gabeira não está sugerindo um monomotor jogando dinheiro na favela. Nem assistencialismo. O que ele espera é que nossa elite mais reacionária, mais conservadora, bote a mão na massa e entenda que o preço do carro blindado é muito mais alto do que o preço para mudar o país. Enfim, o papo vai longe e não quero polemizar. O que vale o post é esse trabalho do Tico Sahyoun, da Bobstore. Não conheço o Tico. Mas desde já, queria abrir espaço dos meus posts para que ele divulgue esse trabalho, que não tem nada de polêmico. Nem de elite. Confira aqui.

