
Como todos já devem saber, foi apresentada essa semana pela prefeitura de São Paulo uma regulamentação que restringe a utilização de fretados na cidade, o que deve tirar de circulação cerca de 1.300 veículos (650 pela manhã e 650 à tarde).
Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, a medida foi tomada a partir da aprovação, no dia 5 de junho deste ano, da lei de mudanças climáticas da cidade que estabelece a meta de redução de 30% da emissão de gases que provocam o efeito estufa até 2012.
Mas será que isso faz sentido? Será que muitas pessoas que pegavam o fretado da empresa por comodidade (e não por necessidade) não passarão a usar seus carros todo o dia para trabalhar? Será que eles acreditam mesmo que todas essas pessoas usarão o já saturado sistema de transporte público da cidade?
Vamos lembrar que essa restrição abrange regiões de grande concentração de empresas, como as avenidas Paulista, Luiz Carlos Berrini e Faria Lima. Empresas de grande porte como o hospital Albert Einstein (Morumbi), Banco Real, Accor e Braskem (Marg. Pinheiros), na qual trabalham funcionários qualificados, com condições de comprar um veículo próprio (ainda mais com a redução dos impostos sobre a venda de carros), e que com certeza farão uso desses para se deslocar pela cidade.
Medidas como essa, perigosamente disfarçadas de “melhorias ambientais”, apenas contribuem para piorar o trânsito da cidade, que vêm batendo recordes a cada ano, e consequentemente trazem péssimas consequências para a saúde e qualidade de vida da população.
Será que é assim que nossos governantes pretendem atingir aquela meta?
